Pandemia fez aumentar procura por casas em condomínios fechados

Espaços de lazer, áreas verdes e segurança são requisitos levados em consideração por moradores que têm trocado o Centro pelos condomínios

(Foto: Divulgação)

Mais espaço para as crianças, lazer, área verde. Esses são alguns dos requisitos que têm sido levados em consideração por famílias que trocam os apartamentos nas áreas centrais por casas em condomínios fechados.

O publicitário Álvaro Carvalho e a família são exemplos desse êxodo. Ele e a mulher moram em um apartamento pequeno. A chegada do filho trouxe uma série de reflexões ao casal. Após as avaliações, o clima bucólico virou prioridade para eles.

Por isso, eles escolherem um lugar mais tranquilo para viver e agora está construindo uma casa em um condomínio fechado.

“A localização foi um diferencial na hora de escolher onde morar. É a região mais alta de Cuiabá, mais fresca, venta bastante, é perto da região que eu gosto e tem acesso para tudo”, conta Álvaro.

Nostalgia da infância

A sensação nostálgica da infância também foi levada em consideração.

“Morar em condomínio é reviver a minha infância em cidade pequena, onde meu filho vai ter mais liberdade, mais saúde. Nesse período da quarentena, tenho feito muitas caminhadas na área verde dentro do condomínio. Tem sido nosso refúgio”, afirma Álvaro.

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a procura por imóveis teve alta nos três primeiros meses de 2020, pouco antes da pandemia.

O aumento registrado no país é de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.

Vida mais sustentável

A qualidade de vida vai além da fuga das aglomerações e do cotidiano dos centros urbanos. As pessoas buscam um estilo de vida mais sustentável, com painéis solares, sistemas biodigestores de esgoto e captadores de água da chuva, por exemplo.

Com a pandemia, as pessoas estão repensando hábitos, não só o momento, mas também o futuro. A ideia de muitos é recomeçar a vida em locais mais tranquilos que ofereçam mais contato com a natureza, menos poluição e barulho.

É o caso da família da Mayra França Bertholdo Nunes, bacharel em direito, que morava em um apartamento pequeno. Ela também trocou o imóvel por uma casa em condomínio fechado.

“Todos os dias agradecemos por estarmos aqui neste momento, onde as crianças têm mais espaço para brincar, andar de bicicleta e fazer piquenique. Morar aqui nos possibilita um melhor convívio de vizinhança, podendo usufruir de mais qualidade de vida em um condomínio fechado”, explica Mayra.

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