Pague seu empregado!

Você não investe o que sobrou após os gastos, mas gasta o que sobrou após os investimentos

(Pixabay)

Se você começou a se enveredar pelo mundo dos investimentos, tenho certeza de que já ouviu (ou até proferiu) a seguinte frase: “Vou investir se sobrar dinheiro no fim do mês”. Mas sobrará?

Resposta: Não.

Para evitar esse tipo de desgosto financeiro é necessário separar o dinheiro a ser poupado e investido antes de pagar contas e fazer outros gastos. Acha difícil? Há uma medida que pode amenizar essa dificuldade: crie um empregado fictício.

Isso mesmo. Faça como as crianças com seus amigos imaginários (peça orientações a seus filhos pequenos). Dê-lhe um nome. Neste texto vamos chamá-lo de “Epaminondas”.

Epaminondas será seu empregado fictício. Um bom empregado deve trabalhar para gerar resultados a seu empregador, mantendo ou aumentando os lucros do empreendimento. Epaminondas deve receber um salário em troca do trabalho.

Para que ele não saia por aí reclamando que você é um péssimo chefe (podendo até acioná-lo na Justiça, o que reduziria seus lucros), o ideal a se fazer é pagar seu salário corretamente.

Não se esqueça dos penduricalhos

Se possível, vá além: contribua com seu INSS, com seu 13º, com suas férias e com todos os outros “penduricalhos jabuticabais” das leis trabalhistas brasileiras.

Desta forma, esse empregado ficará feliz e gerará, de boa vontade, bons rendimentos a você.

Exemplo: se Epaminondas funcionar como um Tesouro Selic, ele renderá todos os dias uma porcentagem desse salário (totalizando atualmente um rendimento líquido de cerca de 4,4% ao ano), sem riscos reais de dar prejuízo (ou seja, Epaminondas seria um bom funcionário, utilizaria seus Equipamentos de Proteção Individual corretamente e não cortaria de propósito seu próprio dedo mindinho da mão esquerda para ser indenizado e se aposentar por invalidez).

“Mas ganho pouco”

E não adianta falar que você não pode “contratar” seu próprio Epaminondas porque ganha pouco. No meu outro texto, “Ladrão Furta Aposentadoria de Idoso”, cito a sugestão proposta por George Clason de guardar e investir no mínimo 10% do que ganha. Você é um Epaminondas de alguém, ou seu mesmo. Se você trabalha e recebe dinheiro por isso (ou seja, se você não é um escravo), você TERÁ esses 10%, mesmo sendo pouco.

Concluindo, você não investe o que sobrou após os gastos, mas gasta o que sobrou após os investimentos. Pagar o Epaminondas antes de tudo resultará, automaticamente, numa redução de desperdício financeiro com supérfluos.

Quando você vir os resultados, vai querer aumentar o salário do seu empregado ou contratar novos (Gertrudes, Valdisnei, João Ronaldo – não se esqueça de dar um nome!) para que seus lucros cresçam ainda mais. Não espere Epaminondas entrar com um doloroso processo contra você: pague-o corretamente e ele ficará feliz em ser seu empregado.

PS: A você que abriu este texto com o ardente ódio grevista, ávido a gritar: “É isso aí!”, atrás de seu computador no cubículo de um órgão público, pronto para defender corajosamente os “direitos trabalhistas”: sinto muito. Este texto é sobre FINANÇAS, ou seja, sobre fazer mais dinheiro, não sobre tirar dinheiro dos outros.

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