A Diocese de Diamantino informou que está analisando a conduta do padre Luciano Braga Simplício, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nova Maringá (379 km de Cuiabá), após a divulgação de um vídeo em que ele aparece em situação íntima com uma jovem de 21 anos, noiva de um fiel. A instituição afirmou que “todas as medidas canônicas previstas já estão sendo devidamente tomadas”.
O caso ganhou repercussão após o noivo e o sogro da jovem entrarem na casa paroquial e encontrarem o padre apenas de bermuda. A mulher foi localizada chorando embaixo da pia, usando apenas pijama. Em áudio, o sacerdote alegou que ela teria ido ao local apenas para tomar banho, após trabalhar na igreja durante a manhã.
De acordo com o Código de Direito Canônico, os padres são obrigados a manter o celibato (Cânon 277). Se houver descumprimento, o Cânon 1395 prevê punições que vão desde suspensão até a demissão do estado clerical — ou seja, expulsão do sacerdócio — conforme a gravidade do ato.
Como funciona o processo na Igreja
Toda investigação começa com uma apuração preliminar feita pelo bispo da diocese (chamada informatio praevia), para reunir provas e depoimentos. Se forem encontrados indícios de falta grave, é aberto um processo penal eclesiástico. O acusado é notificado, tem direito à defesa e pode ter um advogado, conforme o cânone 1723.
Durante o processo, o bispo pode adotar medidas preventivas para evitar escândalos públicos. O cânone 1722 permite o afastamento cautelar do padre, restrição de suas funções e até a proibição de residir na paróquia.
O descumprimento do celibato é considerado uma infração grave na Igreja Católica, pois além do voto clerical, envolve violação do sexto mandamento do Decálogo (pecar contra a castidade), um dos dez mandamentos fundamentais da Igreja.





