Pacientes chineses recuperados de coronavírus voltam a testar positivo após 50 dias

Eles haviam testado negativo no momento da alta

Imagem: Freepik

Há pelo menos um mês, pacientes recuperados da covid-19 em Wuhan acabaram descobrindo a presença do vírus no corpo, mesmo após cinquenta dias. Esse indicador é extremamente preocupante.

Agora, com duas semanas depois do primeiro epicentro de coronavírus no mundo ter finalmente suspendido a quarentena, novos testes foram encaminhados aos pacientes recuperados que já haviam dado negativo no momento da alta.

O problema é que muitos estão assintomáticos, mas com resultados positivos nos novos testes.

Em 21 de abril, 93% das 82.788 pessoas infetadas com o vírus na China haviam se recuperado e recebido alta hospitalar, segundo dados oficiais. Porém, médicos relatam que um número crescente de pacientes estão carregando o novo coronavírus, mesmo que assintomáticos.

O médico Zhao Yan garante à agência Reuters que os doentes não foram “novamente infetados”, já que cumpriram um estrito isolamento e mantiveram-se em quarentena. Entretanto, por conta dos novos testes, médicos estão aplicando quarentenas ainda mais rigorosas que podem atingir mais de um mês.

Na Coreia do Sul, o mesmo acontece: cerca de 1.000 pessoas tem testado positivo novamente, depois de quatro semanas sem manifestarem sintomas. Pelo menos 91 acabaram reinfectados de alguma forma.

Hipóteses

Os médicos suspeitam de duas hipóteses: pode ser que a carga viral seja reduzida a um ponto que os testes não consigam mais detectá-la, mas que ainda assim o vírus continue presente no organismo aguardando uma nova chance para atacar as células que já estão preparadas para combatê-lo dessa vez.

A segunda é mais preocupante e ainda não é possível ser mensurada com clareza, pois depende de muita pesquisa sobre as mutações das cepas de coronavírus que já chegaram a 30 tipos diferentes.

Logo, se o vírus muta tão rapidamente, é possível contraí-lo mais de uma vez, assintomático ou não. Só resta aguardar para que pesquisas mais concretas sejam publicadas em periódicos de Medicina.

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