Os impeachments de Medeiros

Candidato ao Senado, José Medeiros (Podemos) resolveu "atacar" Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Deputado federal e tentando voltar para o Senado com a eleição suplementar deste ano em Mato Grosso, José Medeiros (Podemos) resolveu apresentar dois pedidos de impeachment na mesma semana. Os alvos? O prefeito de Cuiabá – e candidato à reeleição – Emanuel Pinheiro (MDB) e o governador Mauro Mendes (DEM).

No caso de Pinheiro, Medeiros chega, no mínimo, com algum “delay” (ou não, depende do ponto de vista). Ele acusa o prefeito de ter recebido mais de R$ 40 milhões do governo federal para investir em ações contra a covid-19 e, mesmo assim, não ter criado um leito sequer em Cuiabá.

Um assunto explorado à exaustão pelo governo do Estado no auge da pandemia em Mato Grosso, ou seja, entre junho e julho, quando ainda não se sabia se a eleição suplementar ao Senado aconteceria ou não neste ano.

Já contra Mauro Mendes as acusações são de uso da máquina pública para favorecer a campanha do senador-tampão Carlos Fávaro (PSD), que também concorre na eleição suplementar. Nesse caso, pelo menos, fica bem explicito que as intenções do deputado têm ligação direta com seu desejo de ser senador.

Medeiros, para quem não lembra, tornou-se senador em 2015 quando Pedro Taques (PSDB) assumiu o governo do Estado, e passou o mandato inteiro tentando se livrar da acusação de ter fraudado a ata que o colocaria atrás de Paulo Fiúza (verdadeiro primeiro suplente?) na lista “sucessória” ao cargo.

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