Orçamento público: você sabia que o Legislativo consome 1/4 do IPTU?

Dinheiro poderia ser usado para construir nove Unidades de Pronto-Atendimento por ano em Cuiabá

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

As despesas da Câmara de Vereadores de Cuiabá correspondem a 26% de toda arrecadação municipal com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Enquanto a cobrança gera R$ 190,54 milhões, o Legislativo consome R$ 49,48 milhões.

Os dados são anuais, referentes a 2018 e presentes no Anuário Multicidades, elaborado pela Frente Nacional dos Prefeitos.

Se comparado à receita total do município (R$ 2,135 bi), o comprometimento com o Legislativo chega a 2,3% do total.

Com este dinheiro seria possível construir nove Unidades de Pronto-Atendimento (UPA), tendo em vista que a obra de construção de uma no Jardim Leblon – que está parada – foi orçada em R$ 5,1 milhões.

Praça Alencastro está localizada na frente da Prefeitura de Cuiabá, no Centro Histórico (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Ainda tentando materializar o dinheiro e usando o site da prefeitura de Cuiabá como base, seria possível revitalizar 157 praças do porte da Alencastro, aquela que fica em frente à Prefeitura de Cuiabá.

Onde o dinheiro é gasto

Conforme o site da Câmara de Cuiabá, a maior parte do dinheiro é gasto com os salários. Dos R$ 49,48 milhões anuais, R$ 41,02 milhões são reservados para o pagamento de servidores, entre eles os vereadores.

Cada um dos 25 eleitos tem salário de R$ 15,031 mil.

Apenas as despesas com pessoal comprometem 82% do total orçamentário.

Situação que, de acordo com o Anuário, se repete em todo o país. Sendo que, nos municípios menores, a porcentagem consumida pelo Poder Legislativo chega a 3,8%.

Os dados mostram ainda que as cidades com população entre 20 mil e 50 mil (consideradas de médio porte) têm o comprometimento de 3%. Já as com população entre 100 mil e 200 mil,  o número cai para 2,6%.

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2 COMENTÁRIOS

  1. A câmara gasta o duodécimo. A verba é do Poder Legislativo e não poderia ser usada pelo Executivo para obras. A matéria visa depreciar o Poder Legislativo e o seu conteúdo é desinformado.

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