Oposição quer nova CPI para investigar “grupo” na Secretaria de Saúde de Cuiabá

Vereador Marco Paccola diz que objeto de apuração são gestores apontados por ex-secretária e pelas policias Federal e Civil

Vereadores da oposição ao governo do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) querem criar uma nova CPI para investigar a ação de servidores públicos citados em supostos esquemas de corrupção. O foco seria uma articulação do grupo, classificado como organização criminosa pelas polícias Federal e Civil. 

Conforme o vereador Marco Paccola (Cidadania), autor da proposta, o objeto da CPI seria baseado nas operações Overpriced 2 e Curare e no depoimento da ex-secretária de Saúde Elizeth Lúcia de Araújo. 

“Nós queremos investigar aquilo que cabe à Câmara dos Vereadores. A Polícia Civil e a Polícia Federal e outra CPI já aberta pelo vereador Chico 2000 já investigam os contratos. Nós da oposição queremos saber como os agentes atuaram na formação do esquema e agir conforme a nossa prerrogativa, se for o caso”, afirmou. 

Paccola diz que as investigações das políciais e as declarações da ex-secretária Elizeth coincidem no apontamento sobre a ação de grupo de ex-gestores na Secretaria de Saúde de Cuiabá que teriam colaborado para o direcionamento de sobrepreço e direcionamento de contratos. 

Operações e depoimento 

A Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deccor) apura contratos com preço produtos acima do mercado assinados durante a pandemia na Operação Overpriced. 

Já a Polícia Federal identificou, na apuração da Operação Curare, o prolongamento de contratos de emergência para beneficiar quatro empresas, que teriam recebido R$ 45 milhões em negócios sem licitação. 

No depoimento como testemunha à CPI dos Medicamentos na semana passada, Elizeth Lúcia de Araújo afirmou que sofreu pressão de ex-secretários na gestão de Emanuel Pinheiro após alguns tipos de relações de servidores da saúde com fornecedores, por exemplo, a entrega de medicamento por “permuta”. 

“A ex-secretária Elizeth disse que não vê como o prefeito Emanuel Pinheiro não saberia da ação dessas pessoas, então, queremos sabemos que realmente aconteceu”, afirmou Paccola.

Ele disse já ter cinco dos nove votos necessários para instalação da comissão. Seria a terceira CPI na área da Saúde, de cinco em andamento na Câmara de Cuiabá. 

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