Operação Rota Final: Juíza mantém prisão e empresário vai para o CCC

Éder Augusto Pinheiro entregou-se à Polícia Civil no domingo (25) após ser dado como foragido da Justiça pelo período superior a 60 dias

Tido como foragido da Justiça desde o dia 12 de maio, o empresário Éder Augusto Pinheiro, dono da empresa Verde Transportes, entregou-se à Polícia Civil no começo da manhã de domingo (25), em Cuiabá.

Após ser submetido a exames de corpo e delito, compareceu em audiência de custódia no período da tarde, quando a juíza plantonista Maria Rosi de Meira Borba decidiu mantê-lo preso preventivamente, seguindo parecer do Ministério Público Estadual (MPE).

O empresário está detido no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), unidade prisional que abriga exclusivamente presos provisórios com ensino superior e aqueles com prisão civil que se refere a atrasos em pensão alimentícia.

O mandado de prisão foi autorizado pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Marcos Machado, e está relacionado à Operação Rota Final, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

As investigações apontam fraudes em licitação no transporte público intermunicipal conduzido pelo governo do Estado.

A suspeita é que houve prejuízo de até R$ 86,6 milhões aos cofres públicos. O esquema teria a participação de deputados estaduais que agiram para atender interesses de um grupo de empresas privadas no transporte público intermunicipal.

Antes de entregar-se a Polícia Civil, o empresário Eder Augusto Pinheiro tentou anular a prisão preventiva no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, todos os pedidos foram negados.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorMulher acusada de pagar por assassinato de marido com dinheiro dele vai a júri
Próximo artigoFalta de interesse