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Crônicas Policiais

Operação mira esquema financeiro que movimentou R$ 120 milhões em eletrônicos clandestinos

eletrônicos clandestinos
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Redação

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram hoje (16) a Operação SIGN OFF, com a finalidade de desarticular uma organização criminosa responsável por um complexo esquema financeiro desenvolvido para o pagamento de produtos de origem estrangeira que são vendidos no mercado paralelo de eletrônicos.

Foram empregados 180 policiais federais e 74 auditores-fiscais e analistas tributários da Receita Federal para o cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Alta Floresta, Rondonópolis, Ribeirão Preto (SP) e Ponta Porã (MS).

eletrônicos clandestinos
(Foto: PF MT)

A ordem judicial também determinou a suspensão de atividades econômicas das empresas intermediadoras dos recursos, sequestro de bens móveis e imóveis, bloqueio de criptoativos e valores em contas bancárias. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 5º Vara Federal Criminal da SJMT.

Durante as investigações, a Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, identificou que o grupo investigado movimentava altos valores recebidos dos comerciantes de eletrônicos em contas de empresas “de fachada”, registradas em nome de “laranjas”.

O intuito era dissimular a origem e a finalidade de remessa de valores ao exterior para o pagamento de eletrônicos. Somente em 1 ano e meio, o esquema teria movimentado mais de R$ 120 milhões.

Além dos acusados de serem os responsáveis pelo esquema financeiro, os mandados de busca foram cumpridos em endereços relacionados aos comerciantes e fornecedores identificados no curso do Inquérito Policial.

Os investigados poderão responder por descaminho (Art. 334, do Código Penal), organização criminosa (Art. 2º, caput, da Lei nº 12.850/13), evasão de divisas (Art. 22, parágrafo único, da Lei nº 7.492/86) e lavagem de capitais (Art. 1º, caput, da Lei nº 9.613/98), cujas penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

Sign Off é um termo em inglês que significa término, encerramento. Sua utilização como nome da operação faz referência a um de seus objetivos: encerrar o complexo esquema financeiro identificado.

O que disse Associação dos Camelôs do Shopping Popular de Cuiabá?

Em nota, a Associação dos Camelôs do Shopping Popular afirmou que das mais de 600 lojas do Shopping Popular, 8 foram objeto da fiscalização, sendo uma situação isolada.

“A operação foi acompanhada pelo departamento jurídico da Associação, prestando todo apoio aos associados e às autoridades. Entendemos que tanto a Receita quanto a Policia Federal estão cumprindo com o seu míster e, no tempo oportuno, cada um dos associados envolvidos na operação poderá esclarecer os fatos em eventual procedimento judicial”, diz trecho da nota.

Por fim, a Associação afirmou que, cada vez mais, tem orientado seus associados para que trabalhem na mais lídima legalidade, prezando sempre pelo respeito à lei e aos clientes.

Apesar da ação nas 8 lojas, o Shopping Popular de Cuiabá está aberto normalmente, com todas as lojas e restaurantes em pleno funcionamento.

(Com Assessoria)

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