Operação Espelho: policiais cumprem mandados no Hospital Metropolitano

Plantões médicos eram terceirizados e empresa contratada não oferecia a quantidade de profissionais estabelecida em contrato

(Foto: Maros Vergueiro/Secom-MT)

A Polícia Civil deflagrou uma operação na manhã desta quinta-feira(24) com objetivo de cumprir os mandados de busca e apreensão de documentos que comprovem irregularidades nos plantões médicos do Hospital Metropolitano de Várzea Grande.

Nos espelhos de ponto da instituição, já analisados pela polícia, os investigadores encontraram indícios de que os médicos disponíveis estão em quantidade aquém do estabelecido em contrato, o que deu início ao inquérito.

Também foram encontradas outras irregularidades com a falta de comprovante de pagamento de plantão ou até mesmo a presença de algumas especialidades.

O serviço médico é realizado por uma empresa terceirizada e, conforme os cálculos da Controladoria Geral do Estado, os prejuízos causados pela empresa, que recebeu e não cumpriu o combinado, chega a  R$ 229.752,50.

São investigados pela delegacia especializada os contratos 098/2020/SES/MT e 102/2020/SES/MT com a empresa LB Serviços Médicos Ltda. Além da empresa, foram alvo dos mandados a ex-diretora do Hospital Metropolitano de Cuiabá e a servidora pública responsável pela fiscalização do contrato.

Medidas cautelares

Além da apreensão de materiais, a Justiça estabeleceu medidas cautelares. O proprietário da empresa, a ex-diretora, o ex-diretor técnico e o ex-superintendente administrativo do hospital estão proibidos de frequentar a unidade hospitalar, de manter contato com os demais funcionários dos quadros do hospital e entre si.

Já a servidora pública está impedida de ocupar a função de gestora ou fiscal de contratos, bem como manter contato com os demais suspeitos.

Também foi determinada a suspensão dos pagamentos relativos aos contratos sob investigação para a empresa investigada.

As medidas judiciais foram decretadas pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Além disso, foi determinado que a Controladoria Geral do Estado apresente em 30 dias ao juízo, a complementação dos trabalhos de auditoria que já haviam sido realizados em relação ao caso, e que seja feita uma nova auditoria em todas as outras contratações que ensejaram pagamentos por parte do Estado à empresa.

(Com informações d Assessoria)

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