Operação da PF investiga desvios de emendas da ALMT que bancavam festas particulares

Operação Chapéu de Palha tem como alvos contratos de 2010 a 2014, alguns de obras e outros com empresas responsáveis por eventos agropecuários

(Foto: JL Siqueira / ALMT)

As ações cumpridas pela Polícia Federal em gabinetes de deputados estaduais em Mato Grosso nesta quarta-feira (9) partiram de investigação em andamento no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 

Empresas e agentes políticos são investigados por suposto uso de eventos empresariais para o desvio de dinheiro público. A investigação ocorre em segredo de Justiça e os citados estão tendo acesso a partes de documentos que correspondam à suposta participação deles nos crimes investigados. 

A reportagem do LIVRE conseguiu conversar com o advogado Leonardo Bernazolli, responsável pela defesa do deputado Ondanir Bortolini “Nininho” (PSD), cujo gabinete foi alvo na Assembleia Legislativa. 

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No caso de Nininho, a suspeita é de vinculo com uma empresa identificada como Rocha Consultoria e Auditoria Empresarial, com sede em São Paulo. Conforme o advogado, dois contratos foram apreendidos no gabinete do deputado. 

“É uma investigação bastante grande, existem obras realizados em cidades do interior [cujos contratos estão sendo investigados], mas nada que ligue ao deputado. Sobre o objeto da investigação, nós não temos nem o que esclarecer”, disse. 

Os contratos seriam de 2010 a 2014 e envolveriam obras em ao menos três municípios –  Rondonópolis, Juscimeira e Itiquira –, além de casas de eventos. Na época, os deputados estaduais podiam destinar parte de suas emendas parlamentares para eventos privados, como festas agropecuárias. 

Conforme o advogado Leonardo Bernazolli, Nininho não teria “qualquer vínculo” com a empresa apontada como a principal investigada no caso e a Polícia Federal não teria apresentado “documentos palpáveis” da participação do parlamentar nos crimes investigados.  

Conforme a Polícia Federal, 39 mandados de busca e apreensão foram emitidos para contra alvos em Cuiabá, Rondonópolis, Várzea Grande, Sinop, Alto Taquari, Itiquira, Juscimeira, Jaciara, São Pedro da Cipa, Dom Aquino, Alta Floresta, todos em Mato Grosso, e também em Votuporanga, interior de São Paulo, na operação batizada de Chapéu de Palha. 

Na Assembleia Legislativa, os gabinetes dos deputados Dilmar Dal Bosco (DEM) e Romoaldo Junior (MDB) também foram alvos da operação. Esses deputados ainda não se pronunciaram. A lista inclui também ex-deputado estadual Mauro Savi. 

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