Opção na ceia: consumo de carne suína aumenta no fim do ano

Crença de que o consumo desta carne favorece a prosperidade leva as pessoas a escolherem a proteína para a ceia de Natal e Ano Novo

Christmas baked ham and red caviar, served on the old wooden table.

Fim de ano chegou e com ele o período de festas e confraternizações familiares. Nas ceias, entre os pratos mais comuns está a carne suína. Impulsionada pelo fato de que os animais usam o focinho em movimentos que remetem a “ir pra frente”, muita gente aproveita-se dessa crença e consome a carne suína na esperança de progredir na vida. Este ano, soma-se à tradição, o fato dos preços da carne bovina e até mesmo o das aves estarem muito acima do normal, custando até 40% menos, os cortes suínos se tornam ainda mais atrativos nesta época.

Vilão na inflação e no custo de vida dos brasileiros este ano, o preço da carne bovina fez com que as famílias migrassem para as carnes de frango e suína para manter a proteína na mesa. No entanto, a carne de frango também subiu, o que abriu mais espaço para a carne suína.

O aumento no consumo da carne suína foi percebido ao longo do ano, o que deu certo alívio para os suinocultores que amargavam redução na receita em função da diferença negativa que obtinham na relação entre o preço do quilo do suíno vivo e o custo de produção. Para se ter uma ideia, entre 2018 e 2021, o custo para produzir um quilo de suíno vivo em Mato Grosso saltou 84%, o que pesou na receita dos criadores.

“Esse movimento no consumo interno possibilita que o suinocultor recupere um pouco a receita que deixou de ganhar ao longo do ano”, afirma o diretor executivo da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Custódio Rodrigues.

Foto: Assessoria

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) apontam que o consumo de carne suína atingiu 18,71 kg per capita no 3° trimestre deste ano, aumento de 13,6% em relação aos 16,47 kg de igual trimestre em 2020, e de 15,7% sobre o mesmo período de 2019. Este é o maior volume na série histórica, iniciada em 2018, e deve ser ainda maior no 4° trimestre.

“O consumo de carne suína tradicionalmente aumenta no fim do ano por causa das festas. Pensando nisso, alguns criadores até seguram os animais por mais tempo, para engordar mais, e vendem agora, quando a procura é maior”, acrescenta o presidente da Acrismat, Itamar Canossa.

Cotação

Relatório divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) referente à semana passada aponta cotação média de R$ 5,68/kg de suíno vivo no Estado, leve queda em relação aos R$ 5,86 da semana anterior. Já no atacado, apesar da queda de 1,38% no preço da carcaça, alguns cortes suínos apresentaram alta como paleta sem osso (+13,01%) e o pernil com osso (+6,07%), influenciados justamente pelo período de festas.

Números da Suinocultura

Levantamento do IBGE aponta que a produção de proteína suína ainda é a que mais cresce no país. No 3° trimestre deste ano, a produção em toneladas de carcaça cresceu 9,01% em relação ao mesmo período de 2020. Já na comparação com o 2° trimestre do ano, a alta foi de 4,68%. A expectativa é fechar 2021 com mais de 4,8 milhões de toneladas, alta de 8% sobre 2020. Em seis anos, a produção cresceu 40%.

(Com informações da Assessoria)

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