|domingo, 19 agosto 2018

    Oficina ensina técnicas de edição audiovisual para o público feminino

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    Arquivo Pessoal

    juliana segóvia

    O mês de março chega não somente para homenagear a resistência das mulheres, como incentivar o empoderamento e a união do gênero, através de iniciativas voltadas ao mercado de trabalho e à arte em suas diversas linguagens. No audiovisual mato-grossense, profissionais e interessadas no ramo terão uma oportunidade de compartilhar conhecimentos e aperfeiçoa-los, com a oficina “Vai ter mulher na edição”, ministrada pela cineasta Juliana Segovia, em Cuiabá.

    Em um espaço 100% feminino, a atividade será realizada no Núcleo de Cinema do Sesc Arsenal, entre os dias 13 e 17 de março, das 19h às 22h, para mulheres maiores de 16 anos. O investimento é de R$50 e R$25 para comerciários, com inscrições na Central de Atendimentos da unidade.

    Realizadora independente com a Moiré Filmes, Juliana Segóvia atende o segmento artístico-cultural do Estado, atuando também como diretora de curtas-metragens e vídeo-arte, como “Kalpa” – menção honrosa no Prêmio Salão Jovem Arte 2016 e vencedor da melhor montagem na Mostra Sesc de Cinema, em 2017. “Editar para mim é como construir um texto, desenvolver uma poética. Existe uma potencialidade na edição de uma prosa e uma crônica”, afirma.

    Através da parceria consolidada com o Sesc, ela propôs a atividade voltada ao público feminino por uma demanda do gênero. “Quando a gente sede um espaço específico que podemos chamar de ação afirmativa, buscamos incentivar as mulheres a conhecer o universo do audiovisual”, explica. 

    Juliana  ressalta que esta é uma tendência adotada por editais, como o Carmem Santos, do Ministério da Cultura (MinC), que privilegiam os projetos idealizados por mulheres nas áreas de direção e roteiro. A oficina vem como mais uma ação de reivindicação de espaço no âmbito local.

    “É uma forma de criar um espaço confortável. Muitas se sentem um pouco coagidas de trabalhar com homens, porque nós sabemos o quanto é complicado esse cotidiano”, afirma, de acordo com suas experiências pessoas em produtoras predominada pelo gênero masculino.

    “Pessoas que subestimam a sua capacidade intelectual e sua capacidade de aprender uma ferramenta que não está ligada a gênero, mas ao interesse e a vontade de aprender”, completa.

    Juliana adianta que irá trabalhar a parte técnica na oficina através dos programas de vídeo Premiere e After Efects para exercícios de edição e finalização do produto audiovisual.

    “O Premiere é a ferramenta básica para a gente montar o quebra-cabeça e o after efects, iremos usar para finalização. Mas como são só cinco dias, tentarei passar uma percepção básica do potencial e as ferramentas que os programas oferecem para criação de narrativas de vídeo dentro da linguagem que se pretende”, explica.

    Não será perpassado apenas as questões técnicas da ferramenta, mas perspectiva teórica também será abarcada. “Fazer audiovisual é também estudar o olhar e como a gente pode usá-lo como ferramenta de construção do cotidiano”, afirma Segovia.

    Aliás, a intenção é trazer a perspectiva transformadora não só do audiovisual, mas da colaboração feminina. “A ideia é fortalecer uma rede de solidariedade entre mulheres e criar um espaço para que a gente possa nos desenvolver juntas e acreditar que o cenário vem mudando, porque e está”.

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