O recado da Argentina

Agência Brasil

As eleições presidenciais na Argentina servem de alerta aos políticos brasileiros e à população como um todo. Afundado em uma grave crise há pelo menos 18 anos, o país vizinho viu seu eleitor rejeitar o modelo proposto pelo presidente Maurício Macri, derrotado ainda em primeiro turno, que adotou medidas austeras para reerguer a Argentina, mas que não surtiram o efeito desejado em curto prazo.

Embora há menos tempo em crise, o Brasil vive um momento semelhante ao vivido pela Argentina quando escolheu Macri, quebrando a hegemonia do Pernoismo que volta com Alberto Fernandez, eleito com a ideologia de esquerda. Ele conseguiu vender ao povo argentino a ideia de que é o mais preparado para fazer o país sair da crise, mesmo sendo do grupo político que colocou nossos vizinhos nessa situação.

Eleito em 2018, o presidente Jair Bolsonaro foi escolhido para acabar com 16 anos do petismo no Brasil e todo o mal causado pelas administrações que colocaram o país na sua mais grave crise política e econômica. As mudanças propostas por ele, hoje, atingem todos os níveis da administração pública e gerarão uma profunda reforma.

Ainda que nem todas as medidas propostas ou já implementadas, como a reforma da previdência, sejam populares, o brasileiro precisa entender que elas são necessárias. Não é mais possível viver em um país cuja máquina era aparelhada ideologicamente e que gastava mais do que arrecadava e achar que é possível sair da crise assim.

Infelizmente, o eleitor argentino não percebeu que a volta do peronismo ao poder, inclusive com a ex-presidente Cristina Kirchner na condição de vice-presidente do país vizinho, representa o retorno da política assistencialista e irresponsável que empurrou milhões de argentinos para baixo da linha da pobreza.

Tanto ao povo quanto ao novo governo o recado está claro: é preciso manter uma comunicação transparente e disposição de entender a gravidade da situação do país. Se ambos fizerem a sua parte, tenho a certeza de que o Brasil conseguirá sair de vez da crise e se manter no caminho do desenvolvimento desejado com a eleição de Bolsonaro. Se isso não ocorrer, poderemos ter um futuro trágico, como o da Argentina.

*Fábio de Oliveira é advogado, contador e mestre em Ciências Contábeis

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1 COMENTÁRIO

  1. Olá Fábio, como vc é advogado e contador, o qual sou também, me chamou atenção a sua opinião, o qual penso diferente em número, gênero e grau.
    Com o devido respeito, vê-sr claramente que desconheçe a história brasileira do século XX ao tentar atribuir ao PT todos os males do Brasil. Cheg a ser ingenuidade pensar assim, é cair na armadilha do antipetismo e entrar em uma guerra ideológica que somente serve a quem está no momento no poder e ilude parte da população como vc está iludido.
    Só para te lembrar, vc já ouviu falar de secas no nordeste, dos paus de Arara, dos grandes latifundiários, das fomes, das opressões. A elite brasileira sempre foi reacionária e cruel, agem com indiferença, haja visto o que fizeram na reforma trabalhista e previdenciária.
    Não feche os olhos meu caro amigo, pesquise com jornalistas independenteds e escritores que mantém a altura seus pensamentos.
    Vou te dar uma dica, leia René de Deyfrus e entenderá um pouco do que está acontecendo no Brasil, e deixará de ser um incauto a serviço da direita.

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