O Brasil vai reinaugurar uma estação de pesquisa na Antártica; você sabe por quê?

Foram investidos cerca de US$ 100 milhões na obra

(Foto: Mauricio de Almeida - TV Brasil)

Estava previsto para ocorrer nesta terça-feira (14), mas o mau tempo impediu a chegada do vice-presidente Hamilton Mourão à Estação Comandante Ferraz. Por isso, foi adiada para amanhã a reinauguração da base de pesquisas do Brasil na Antártica.

Mas você sabe por que o Brasil precisa dessa base?

De acordo com o tratado antártico, só os países que desenvolvem pesquisa na região do polo Sul do planeta podem opinar em ações com potencial de terminar o futuro do continente gelado (e, consequentemente, do retante do mundo).

Atualmente, 29 países fazem parte desse seleto grupo, ou seja, dos que possuem estações científicas na Antártica. E, no caso do Brasil, a base estava fechada desde 2012, quando um sofreu um incêndio de grandes proporções.

O fogo matou dois militares e consumiu 70% das instalações brasileiras, que estavam no local desde 1984. Para reativar o espaço, o governo federal investiu cerca de US$ 100 milhões na obra.

E a unidade recebeu os equipamentos mais avançados do mundo. Para quê?

No local, pesquisadores vão realizar estudos nas áreas de biologia, oceanografia, glaciologia, meteorologia e antropologia.

As pesquisas

Professor de Biologia da Universidade de Brasília, Paulo Câmara, que está pela sétima vez na Antártica, diz que a presença brasileira na região tem uma grande importância geopolítica (aquela questão de poder opinar nas ações que definem o futuro do continente).

Mas ele destaca que o local também apresenta uma grande biodiversidade. “A Antártica é tão importante quanto a floresta amazônica. Aqui encontramos espécies de plantas com 600 anos de existência que ainda são pouco conhecidas”.

Uma dessas plantas, por exemplo, é alvo da pesquisa do professor de microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais, Luiz Rosa. Ela não morre mesmo que passe seis meses debaixo da neve.

Pesquisar essa planta, segundo ele, pode ajudar a desenvolver um anti congelante para a indústria e também para a medicina.

E por falar em medicina, Luiz Rosa também vai estudar na Antártica fungos que podem ajudar a desenvolver um novo antibiótico para tratar doenças como a dengue e a chicungunya.

O NPo Almirante Maximiano (H-41), ex-Ocean Empress, é um navio de pesquisa polar da Marinha do Brasil (Foto: Alan Arrais/NBR/Agência Brasil)

A estação

A estação brasileira na Antártica ocupa uma área de 4,5 mil metros quadrados e pode  hospedar 64 pessoas, segundo a Marinha. O novo centro de pesquisas conta com 17 laboratórios.

Para ficar acima da densa camada de neve que se forma no inverno, o prédio recebeu uma estrutura elevada. Os pilares de sustentação deixam o centro de pesquisa a mais de três metros do solo.

Os quartos da base, que têm duas camas e banheiros, abrigarão pesquisadores e militares. A estação também tem uma sala de vídeo, locais para reuniões, academia de ginástica, cozinha e um ambulatório para emergências.

Em todas as unidades da base foram instaladas portas corta-fogo e colocados sensores de fumaça e alarmes de incêndio.

A estação tem ainda uma usina eólica que aproveita os ventos antárticos e placas para captar energia solar.

(Com informações da Agência Brasil)

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