O amor está no ar: casamentos aumentaram 155% em setembro

No mês passado, mais de 800 casais trocaram alianças em Mato Grosso

(Foto: Reprodução/O Livre)

O coronavírus está dando os primeiros sinais de trégua e, para comemorar, muitas pessoas resolveram acelerar ou retomar o sonho de se casar em Mato Grosso. Mais acelerados do que a atividades econômicas – que voltam ao eixo de maneira gradual -, os casais correram para os cartórios, que formalizaram 155% mais uniões em setembro se comparado a abril, período considerado crítico por conta da pandemia.

Conforme os dados da Central Nacional de Informações do Registro Civil (CRC Nacional), em abril, mês em que o isolamento social e proibição das aglomerações e eventos estava presentes na rotina da cidade, 336 casamentos foram realizados.

O número é 67% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando houve 1.024 celebrações.

Após momento extremo da pandemia, as pessoas retomam o sonho de uma vida a dois (Ilustrativa/Pixabay)

Já setembro foi o segundo mês com maior índice, desde o início da pandemia, com 857 casamentos feitos pelos cartórios. Os registros começam a se aproximar das 1.226 uniões realizadas no mesmo mês do ano passado.

Recuperação gradual

A partir de maio iniciou-se uma gradual recuperação dos casamentos, ainda em menor número que em 2019, mas com forte tendência de aumento. Foram celebrados 546 casamentos em Mato Grosso, 62% a mais que o registrado em abril.

Em junho, houve 15% a mais de celebrações que no mês anterior, com 629 registros.

No mês seguinte, julho, os casamentos saltaram para 864, um aumento de 37%. E em agosto, os números tiveram uma ligeira queda, com a realização de 678 casamentos.

Quando comparados os índices de casamentos celebrados em 2019 e 2020, mês a mês, vê-se que as quedas vêm diminuindo, também, de abril a setembro.

Em abril, a diminuição foi de 67% (1.024 em 2019); no mês de maio, a diferença caiu para 59% (1.342 ano passado); em junho, a queda foi de 38% (1.025 em 2019); em julho, a diferença caiu ainda mais, para 36% (1.356 no ano anterior). Em agosto, a diferença aumentou em 79% (foram 3.315 casamentos em 2019). E, finalmente, em setembro, a redução caiu para 30% (1.226 no ano passado).

Registros estão aumentando em Mato Grosso, mas ainda está aquém do ano passado. (Foto: Tribunal de Justiça

De acordo com Niuara Ribeiro Roberto Borges, presidente da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-MT), os dados mostram que, mesmo com a pandemia ainda presente, os cidadãos estão retomando seus projetos em constituir um vida a dois.

“Queremos que os brasileiros possam continuar celebrando oficialmente momentos especiais, por isso, os Cartórios de Registro Civil têm tomado todas as precauções necessárias para realizar os registros em segurança”, afirma Borges.

Medidas sanitárias

Os Cartórios de Registro Civil tomaram diversas ações para proteger a população nesse período de pandemia do coronavírus. Foram determinadas medidas para espaçamento entre as cerimônias ao longo do dia; permissão de entrada apenas do casal e de duas testemunhas no cartório para a realização do casamento, sem presença de convidados.

Também é obrigatório o uso de máscaras por todos presentes no local e é disponibilizado álcool em gel e pias para lavagem de mãos, bem como o uso de canetas próprias para a assinatura do registro de casamento, sem compartilhamento do objeto.

Além disso, a criatividade também teve espaço importante neste momento excepcional. Iniciativas como a realização de casamentos em sistema conhecido como “drive-thru” emergiram por todo o país, proporcionando a realização do sonho do matrimônio, mas com a mínima interação física, sem que o casal saia de dentro do carro.

Em alguns Estados também foram editadas normas que autorizaram o casamento por videoconferência, permitindo que a celebração aconteça sem a presença dos noivos no cartório.

No rol dos que oferecem o serviço estão Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

(Com Assessoria)

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