Número de animais confinados aumenta em 10% em MT

Segundo o Imea, mais de 824 mil cabeças de gado foram confinadas neste ano em Mato Grosso

Os gados só existiam nos vídeos. Sem avançar com a negociação, vítima desconfiou (Imagem Ilustrativa)

Levantamento feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra que o confinamento de gado de corte em Mato Grosso somou mais de 824 mil cabeças.

O número é 19,23% maior que o primeiro cenário observado em abril e 10,81% superior ao registrado em outubro de 2018. Do total de pecuaristas entrevistados, 71% optou pelo confinamento.

O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Marco Túlio Duarte Soares falou do protagonismo da região sudeste, que se destacou em relação a quantidade de cabeças confinadas quando comparada com o ano anterior. “Os números mostram aumento no confinamento em 33%, comparando com o ano anterior”. Quase 205 mil animais foram confinados. O número representa quase 25% do total registrado no estado.

Em segundo lugar, a região oeste: 23,91% do total de animais confinados em Mato Grosso estavam em municípios da região. ”Isso significa 197 mil cabeças, número 34,91% maior que o ano anterior”, observa o diretor técnico da Acrimat, Francisco Manzi.

O estudo do Imea mostra que a participação da região noroeste, de apenas 3,9%, provavelmente se deve ao fato da região ter se destacado na participação de 20% do total de animais enviados para outros estados: quase 60 mil cabeças, principalmente para Rondônia (68,14%).

O gerente de Relações Institucionais da Acrimat, Nilton Mesquita, explica que a região apresentou aumento no abate de animais jovens. “Em nove meses foram abatidos 50 mil animais desta categoria, o que representou 15% do total abatido por MT, valor 14% acima do que foi observado no mesmo período de 2018”.

Estrutura estadual

A utilização da estrutura estadual também aumentou quando comparado ao ano passado. A média de utilização da capacidade instalada nas unidades confinadoras do estado está em 92,85%, valor 13% maior que o registrado em 2018.

Em relação à capacidade estática houve queda em relação a 2018: 4,83%, ou 887.720 cabeças. O aumento no uso de estrutura de terceiros (boitel, parcerias, etc) está diretamente ligado a este fenômeno. No levantamento feito em outubro passado, o valor registrado foi de 32,95%m frente aos 67% de uso de infraestrutura própria.

Já as entregas foram mais intensas no segundo semestre do ano, o que já era esperado, visto que a arroba tende a ser mais valorizada neste período, como demonstra os preços futuros.

Cenário promissor

“As exportações estão em ritmo acelerado, principalmente após as habilitações das plantas frigoríficas para envios à China: foram enviadas 46 mil toneladas em equivalente carcaça em outubro, valor 20% superior em relação à 2018 e o maior da série histórica, que iniciou em 1996. Somente a China adquiriu 28,58% deste volume; resumindo: o aumento de animais confinados e a utilização da capacidade estática demonstram o maior uso deste sistema de engorda e tecnificação dos produtores neste ano”, conclui Nilton Mesquita.

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