O desembargador Deosdete Cruz Junior disse defender a independência dos magistrados para a construção de um judiciário “forte”. Ele disse que vê o Poder Judiciário como um pilar do estado democrático de direito, e a independência de juízes e desembargadores teria relação direta com o regime político.
“Não existe estado de direito sem Poder Judiciário forte e eu digo que não existe Judiciário forte sem magistrados independentes. A sociedade precisa do Judiciário forte, independente e justo, e o meu compromisso é somar a todos que buscam a confirmação diária desse exercício”, disse.
O novo desembargador inicia os trabalhos num momento de foco das atenções sobre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), pela investigação a 2 desembargadores suspeitos de participarem de um esquema de venda de sentenças.
As informações divulgadas até o momento sobre os casos apontavam justamente para a falta de independência dos magistrados, pois, segundo a denúncia, os desembargadores afastadores teriam manipulado suas decisões em troca de dinheiro.
Deosdete comentou, sem citar nome, a tentativa do deputado federal Emanuelzinho (MDB) de barrar a sua posse. O parlamentar alegava influência política na escolha dele para o cargo.
Deosdete Cruz Junior, ex-procurador-geral do Ministério Público, foi empossado hoje (7) como desembargador na vaga de Rondon Bassil Dower Filho, aposentado no início de fevereiro. Ele foi escolhido de uma lista com 3 nomes pelo governador Mauro Mendes.




