Nove meses após morte de bancária, Dr. Bumbum será ouvido no Rio de Janeiro

Médico é acusado de homicídio doloso duplamente qualificado pela morte da bancária cuiabana Lilian Calixto

O médico Denis Furtado, conhecido nacionalmente como “Doutor Bumbum”, será interrogado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nesta terça-feira (16). Sua oitiva acontece nove meses depois da morte da bancária cuiabana Lilian Calixto, que aconteceu em menos de 24 horas depois que ela fez um procedimento estético com Denis.

Conforme informou o site Meia Hora, além do médico, também serão ouvidas a namorada de Denis, Renata Cirne, e a mãe dele, Maria de Fátima Furtado, que também é médica.

O caso da bancária aconteceu no dia 15 de julho de 2018, dois dias após ela ter saído de Cuiabá para se submeter a aplicação de polimetil-metacrilato (PMMA), com o objetivo de aumentar o bumbum. Inicialmente, o procedimento estava agendado para ser feito em Brasília (DF), mas mudou para o Rio de Janeiro em cima da hora. Lá, ao invés de ser feita em uma clínica, conforme havia prometido o “Doutor Bumbum”, a aplicação do produto aconteceu na cobertura de um prédio na Barra da Tijuca, já na tarde de sábado (14).

A bancária teve complicações e precisou ser levada às pressas para um hospital particular na Barra da Tijuca. Ela foi socorrida pelo próprio Denis, que, inicialmente, havia negado a informação e chegou a dizer que Lilian saiu bem de seu consultório. Depois que a levou para a unidade médica, Denis foi embora.

Conforme as investigações, Lilian chegou ao hospital em estado gravíssimo, mas ainda com vida. Ela foi medicada, mas não respondeu aos procedimentos e morreu horas depois, de embolia pulmonar.

Depois que o caso ganhou luz, diversos pacientes denunciaram Denis Furtado e sua mãe, Maria de Fátima Furtado, que é médica com registro cassado no Rio de Janeiro e Distrito Federal. Em Brasília, uma das clientes de Denis divulgou conversas no WhatsApp nas quais o médico recomenda que ela feche um dos ferimentos com tesoura quente.

Doutor Bumbum também tinha o registro cassado em Brasília e não tinha autorização do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) para trabalhar.

Desde que foi preso preventivamente, no dia 19 de julho, Denis tentou outras três vezes conseguir liberdade, o que apenas foi concedido em janeiro deste ano. O médico responde na Justiça por homicídio doloso duplamente qualificado e associação criminosa. Sua mãe e sua namorada também são rés no processo.

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