Novas versões do gás usado para produção do “loló” são inflamáveis e podem matar

Uso do loló pode gerar dificuldade de concentração, lesões nos nervos que controlam os músculos do corpo, no fígado e nos rins

Foto ilustrativa. Reprodução de imagem de Luiz Pessoa, do site NE10

O consumo da substância inalante conhecida como loló, está preocupando as autoridades nacionais. Dados da Secretaria de Desenvolvimento Social Nacional revelam que dentre as drogas mais usadas por adolescentes acolhidos em centros de acolhimento, o uso corresponde a 17% dos casos, ficando atrás apenas da maconha.

Em Sinop (500 Km de Cuiabá), também tem se constatado um aumento no número de jovens usuários, a principal explicação se deve ao fato da cidade conter várias instituições de ensino superior. Segundo o técnico em climatização e refrigeração, Rafael Simão, de Sinop, as novas versões do gás 141B – fonte da droga – estão vindo inflamáveis e por isso, causam maior dano, já que podem corroer até cobre. Os técnicos mesmo usando os equipamentos de segurança, sofrem com o forte cheiro do gás que causa tontura.

“A situação é mais agravante pois esse gás é vendido livremente e 1 litro custa em média R$50, mas quem faz essa droga deve misturar muitos outros elementos para render mais”, finalizou.

Muitos jovens podem ser vistos em baladas, utilizando a droga que pode levar até à morte. A composição da droga utiliza vários ingredientes prejudiciais à saúde. O 141B, que é um dos mais preocupantes, é utilizado para limpeza de aparelhos de climatização, a sua composição é de C² H³ Cl² F (um átomo de Carbono, 3 de Hidrogênio, 2 de Cloro e 1 de Flúor).

O gás 141B, de acordo com o técnico, é utilizado para retirar umidade e limpeza. “É um gás líquido que tem evaporação instantânea. A gente utiliza em sistemas de climatização e refrigeração, por exemplo quando trocamos o compressor. Fazemos a limpeza no sistema pelo fato dele ter óleo, e esse óleo é como o de carro, ao passar do tempo ele desgasta. Esse gás retira a umidade e limpa o sistema, ” explicou Rafael.

Um usuário do loló que não quis se identificar disse que o efeito da droga passa rápido. “Usei duas vezes bêbado. Mas geralmente a galera mistura com outras coisas. O efeito dura uns 20 minutos”, relata o estudante de 22 anos. E é isso que leva o usuário a repetir a inalação por várias vezes.

“A gente fica chapado. Dá uma sensação de felicidade, euforia e excitação”, descreve uma jovem de 21 anos, que afirma ainda que é comum o uso em festas.

Uso pode trazer danos ao sistema nervoso

Embora seja extremamente perigoso e tóxico, o cheirinho da loló não está na listagem de substâncias controladas e, portanto, sua comercialização não é considerada tráfico.

O loló acelera a frequência cardíaca do usuário, que pode chegar até a 180 batimentos por minuto. A inalação faz com que o sistema nervoso central seja atingido, podendo causar a perda de memória, distúrbios auditivos, formigamento no rosto, além de destruir os neurônios e células do cérebro, podendo levar a morte.

Outras consequências comuns em quem usa são a dificuldade para se concentrar, lesões nos nervos que controlam os músculos do corpo, lesões no fígado e nos rins.

O quadro de intoxicação pela substância apresenta tonturas, desmaios e até sequelas nas capacidades críticas de quem usa. Esses fatores fazem com que os usuários fiquem completamente inconsequentes de suas atitudes.

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