“Nós vamos ressuscitar o Imac”, diz governador Pedro Taques

Instituto criado para promover a carne mato-grossense será gerido com recursos dos produtores e indústria frigorífica

Depois de quase um ano sem presidente, foi nomeado na noite desta segunda-feira o novo gestor do Instituto da Carne Mato-grossense (Imac), o médico veterinário Guilherme Nolasco. Ele deixa a presidência do Indea depois de três anos à frente da pasta. Com a vacância, quem assume interinamente o órgão é a diretora técnica Daniella Soares.

Ao lado do produtor Caio Penido Dalla Vecchia, eleito pela Dinheiro Rural como um dos nomes mais influentes do agro brasileiro, Nolasco terá o desafio de colocar em prática um projeto ousado, utilizado em outros cinco países que busca promover a carne produzida por pecuaristas da região, tornando-a uma das mais desejáveis do mundo.

“Terei a oportunidade de dar continuidade a um grande projeto, que ficará marcado na história. Temos o sétimo maior rebanho do mundo e Mato Grosso merece algo do gênero para valorizar o nosso produto”, resumiu o novo presidente.

Além da divulgação e do marketing em cima da carne mato-grossense, o projeto engloba a rastreabilidade, ou seja, a procedência do produto que consumidor levará para casa, um passo a passo da cadeia produtiva que atestará a qualidade da carne servida à mesa dos brasileiros, e até mesmo em outros países, galgando novos mercados internacionais.

“Esses dias fui para o Rio comi numa churrascaria de carne argentina. Passo no trevo do Santa Rosa e vejo restaurante de carne uruguaia. Em breve, quero ver e frequentar uma churrascaria de carne mato-grossense”, comemorou o pecuarista Mario Cândia, ao lado de outras dezenas de convidados entre representantes de de instituições ligadas ao agronegócio e políticos na sede do Grupo Bom Futuro.

Para o presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires de Miranda, o projeto visa a padronização e a transparência do processo produtivo. “Tem tudo para levar o nome da Carne de Mato Grosso mundo afora”, destacou.

Recursos
Anunciado em 2015, o Imac corria o risco de morrer por inanição após um imbróglio sobre a fonte de recursos para manter o Instituto. Enquanto o Governo alegava não ter recursos, produtores se recusavam a retirar a maior parte do montante do Fundo Emergencial de Saúde Animal (Fesa). Seis meses se passaram e um consenso foi firmado.

Dos cerca de R$ 17 milhões arrecadados ao ano pelo Fesa, 30% será destinado ao Imac, 20% para apoio aos projetos do Indea e os outros 50% permanecem no Fundo para emergências sanitárias.

Outra novidade é a equalização dos custos tanto para produtores quanto para indústria frigorífica. No estatuto anterior do Imac, o pecuarista pagava cerca de R$ 3 por cabeça, enquanto a indústria recolhida R$ 0,55. “O produtor recolhia um pouco mais, agora unificamos essa equação, pois, achamos prudente. O produtor pagará R$ 3 e pouco e indústria R$3,05”, explicou o presidente do Fesa, Marco Túlio Duarte Soares .

Burocracia
O governador Pedro Taques pontuou que a burocracia do Estado, por vezes, é tamanha que se faz necessário tirar da mão dele algumas decisões. Também pontuou que é preciso ouvir os principais interessados do setor, depois do desgaste do Decreto 1.260, de novembro de 2017, no qual destinou “a força” 30% do valor arrecado do Fesa sem consultar as bases.

“Quando for alíquota, que se ouçam os produtores, quando for normativas que se ouçam os frigoríficos também. E o Imac terá o papel crucial para que se organize o setor e que se alcancem com isso, os principais mercados internacionais. Precisamos vender cada dia mais, não apenas bois, mas carne de Mato Grosso. A Páscoa já passou, podemos comer carne e nós vamos ressuscitar o Imac”, finalizou.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Fiquei extremamente feliz com o propósito do trabalho e iniciativa de todos vocês mato-grossense. De pessoas com garra e clareza que nosso país precisa.Parabens por esse trabalho e que Deus os proteja para que ninguém os atrapalhe.

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