O ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB) avaliou que os setores de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeram uma sequência de falhas políticas que acabaram fortalecendo o governo e contribuindo para o crescimento nos índices de aprovação do petista nos últimos meses. A declaração foi feita em entrevista ao portal RDNews.
Leitão afirmou que Lula “marcou três gols sem sair do meio de campo”, porque os próprios opositores criaram desgastes desnecessários.
Veja os erros
- a postura adotada no debate sobre o IOF,
- a condução equivocada do chamado “tarifaço”, medida rejeitada pela população,
- e a tentativa de aprovar no Congresso a PEC da Impunidade Parlamentar, que, segundo ele, passou a imagem de autoproteção dos políticos.
Para o ex-líder da oposição nos governos petistas, essas ações geraram desgaste para a direita e deram discurso ao governo. Ele reforçou ser contra a proposta que amplia a proteção a parlamentares e lembrou que possui uma PEC que, ao contrário, reduz o número de deputados e senadores.
Leitão destacou ainda que pesquisas internas do setor agropecuário, que ele acompanha à frente do Instituto Pensar Agro e como consultor da CNA, mostram que a aprovação de Lula começou a subir em junho e se manteve em setembro. Dados da Quaest, divulgados no dia 8, apontam 48% de aprovação e 49% de reprovação, configurando empate técnico.
Questionado sobre a reorganização da direita, Leitão avaliou que há divisão de lideranças, o que beneficia Lula. Ele mencionou diferentes cenários para 2026:
- Ronaldo Caiado (União/GO) defende que vários nomes de centro e direita disputem e se encontrem no segundo turno;
- Caso Tarcísio de Freitas (Republicanos/SP) seja candidato, ele se tornaria o principal nome do grupo;
- Se Tarcísio não entrar, Kassab (PSD) pode lançar Ratinho Júnior (PSD/PR), e Caiado também deve entrar na disputa.
Leitão deve deixar o PSDB para tentar novo mandato na Câmara por um partido de centro, como PP, União Brasil ou Podemos.
Sobre a ausência de Jair Bolsonaro (PL) como pré-candidato, ele afirmou que ainda não há como medir o comportamento do eleitorado. Lembrou que, em 2022, Lula era considerado o adversário ideal por Bolsonaro, mas o petista venceu.
“Bolsonaro errou o tiro; não sei se Lula pode errar”, finalizou





