Negócio de família: sogro de Marreta tem liberdade negada pelo TJMT

Genro é acusado de criar a própria facção criminosa e colocar familiares para ajudar na lavagem do dinheiro

Para a defesa de A. A. L, ele está preso apenas por ser pai de Carolina, já que assegura não ter participado do esquema para a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, do qual é acusado.

Segundo ele, apenas emprestou a conta bancária para a filha e, quando percebeu, seu nome estava entre os mandados de prisão cumpridos pela Operação Parasita, deflagrada em fevereiro deste ano.

Por esse motivo, ele entrou com um pedido de habeas corpus, que foi julgado na terça-feira (27) pela 1º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Contudo, não obteve êxito.

Mas, afinal de contas, quem é Carolina?

Apesar dessa informação ser suprimida pelo advogado de defesa no decorrer a sua sustentação oral, o desembargador-relator do caso, Orlando Perri, não se fez de rogado em esclarecer.

Caroline é esposa de Luciano Mariano da Silva, conhecido como Marreta, o líder de uma nova organização criminosa que surgiu após um rompimento com o Comando Vermelho.

O grupo tem integrantes selecionados em toda a parte do país e logo tratou de se estabelecer e criar relações comercias com várias facções.

Segundo Perri, as investigações apontam tratativas da “equipe” de Marreta com o próprio Comando Vermelho, além do PGC (Primeiro Grupo de Catarinense), SDC (Sindicato do Crime – RN) e Okaida (da Paraíba).

Dentro deste complexo esquema, Carolina despontou, segundo as investigações, como líder financeiro do bando.

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E o pai dela, onde entra no esquema?

O processo ainda está em andamento e a real participação de A. A. L sendo averiguada. No entanto, o desembargador Orlando Perri explicou que existem provas de que, de alguma forma, ele cooperou para o crime de lavagem de dinheiro.

Extratos bancários anexados ao processo mostram que foram depositados R$ 226.721,00 na conta bancária dele apenas em 2019. E ainda pesa sobre ele a acusação de ter participado da tentativa de entrar com cerca de 100 celulares escondidos em freezers na Penitenciária Central do Estado (PCE), em julho de 2019.

Naquela época, o caso foi amplamente noticiado pelos jornais do Estado, sendo que as investigações apontam que um dos beneficiados com o equipamento seria o próprio Marreta, que cumpre pena no local.

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