A médica Natasha Slhessarenko (PSD) passou a ser cotada como a candidata ao governo de partidos mais à esquerda em Mato Grosso. Ela confirmou sua pré-candidatura e a hipótese agradou a líderes políticos do PT, o maior partido no grupo ligado a Lula.
“Hoje, sou pré-candidata ao governo e, desde o início, me coloquei à disposição para o ministro Carlos Fávaro [presidente estadual do PSD]. Sinto que Mato Grosso precisa ter um gestor que tenha preocupações ambientais, sociais, de saúde. Sinto que estou num momento de vida que posso me dedicar, colocar o meu tempo à disposição de cuidar das pessoas”, disse ela em entrevista à rádio Cultura FM.
Filha da ex-senadora Serys Slhessarenko, Natasha tem um histórico na articulação dos partidos da esquerda (PSB, PT, PV e PcdoB, PSD), mas foi preterida nas duas últimas eleições por outros nomes.
Em 2022, filiada ao PSB (Partido Socialista Brasileiro), ela saiu da pré-candidatura por causa da aliança de seu partido com o Progressistas (PP), que lançou o ex-deputado federal Neri Geller ao Senado. A desistência foi anunciada dias antes do início da campanha eleitoral.
Em 2024, já filiada ao PSD, partido que faz parte da chapa da aliança com PT, PV e PCdoB, a médica tentou costurar uma candidatura à prefeita de Cuiabá, mas não teve força. Recuou para a hipótese de vice-prefeita, mas também não se manteve. O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) e a jornalista Rafaela Fávaro (PSD) concorreram.
Na semana passada, Rafaela Fávaro, atual presidente da ala feminina no PSD, disse que Natasha Slhessarenko seria o nome do partido para concorrer ao governo. A médica confirmou a pré-candidatura.
O PT, que ainda não possui nenhum nome com potencial de votos para concorrer em 2026, diz que o nome de Natasha agrada. “É um quadro qualificadíssimo. Ela está na nossa composição, filiada atualmente ao PSD, é um nome que tem o nosso carinho”, disse o presidente estadual da sigla, deputado estadual Valdir Barranco.
Em 2022, a aliança desses mesmos partidos não conseguiu lançar um nome competitivo ao governo. A escolha por alguém derrapou até o momento final do prazo, e a então primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro (PV), representou o grupo.
O desempenho dela nas urnas foi bem parecido com o do pastor Marcos Ritela (PRB), figura que era desconhecida do público amplo até algumas semanas antes do início da campanha. Desde então, nenhum nome novo apareceu no grupo.




