Nasa e SpaceX mandaram dois homens ao espaço; mas por que isso é tão importante?

Se você tem internet, já viu pelo menos um meme sobre isso. Quer saber mais? O LIVRE pesquisou e resumiu a história para você

(Foto: Reprodução)

Nas redes sociais, os produtores de memes de plantão invejam a sorte dos astronautas Bob Behnken e Doug Hurley pelo simples fato de terem conseguido sair da Terra, justamente, no momento em que o planeta está tomado por um vírus mortal.

Mas essa não é exatamente a razão pela qual o lançamento da cápsula Crew Dragon ao espaço se tornou um dos assuntos mais comentados nesta semana.

Outros dois motivos causaram tamanha comoção: é a primeira vez que uma nave produzida por uma empresa privada – a SpaceX, do bilionário Elon Musk – será tripulada; e o lançamento põe fim a um longo período de quase 10 anos sem que astronautas partissem para o espaço do território dos Estados Unidos.

(Foto: Reprodução)

Segundo o site especializado DefesaTV, a última missão espacial dos Estados Unidos foi lançada em 2011 e com bem menos “glamour” do que de costume.

Na época, o ônibus espacial Atlantis saiu da Terra com apenas quatro tripulantes, quando o normal seria de seis a sete. Isso porque, os dois orbitadores dos Estados Unidos – o Discovery e o Endeavour – já estavam aposentados.

Eles eram as “naves reservas” que poderiam trazer os astronautas de volta, em caso de emergência. Sem eles, os americanos teriam que “apelar” para os russos. Por isso, a tripulação reduzida.

Desde então, os lançamentos de astronautas ao espaço – geralmente para a Estação Espacial Internacional (ISS), que é para Bob Behnken e Doug Hurley estão indo – têm sido feitos em parceria entre as agências espaciais americana, européia, russa e japonesa.

Onde entra a SpaceX?

Elon Musk é, sem dúvida, um entusiasta quando o assunto é – quem sabe um dia – levar pessoas comuns ao espaço. A SpaceX é, portanto, a pioneira em fazer voos comerciais para fora da Terra – até agora, levando apenas equipamento (satélites) para serem colocados em órbita.

Quando a Nasa criou o Comercial Crew Program, o bilionário viu a oportunidade de se consolidar nesse ramo. A proposta da Agência Espacial Americana era que empresas privadas produzissem os foguetes e que seus engenheiros apenas supervisionassem o trabalho.

E a SpaceX encontrou um jeito de fazer esses foguetes gastando bem menos. Ela conseguiu criar foguetes auxiliares para a decolagem, que retornam à Terra de forma autônoma, pousam em segurança, e podem ser reaproveitados.

Segundo uma reportagem publicada em O Globo, a primeira experiência da SpaceX de levar cargas pesadas para o espaço ocorreu em 2018, quando Elon Musk revolveu mandar para fora do planeta um carro conversível, com um manequim dentro, de sua outra empresa – a Tesla, que fabrica carros elétricos.

O lançamento do conversível da Tesla para o espaço foi no foguete Falcon Heavy, que cerca de um ano depois, fez sua primeira “viagem comercial”. Levou um satélite saudita para ser colocado em órbita.

Na época, abril de 2019, os três foguetes auxiliares voltaram intactos para a Terra.

O Falcon Heavy é uma versão “mais potente” do Falcon 9 que, até essa data, já tinha feito 21 missões no mercado americano, segundo O Globo.

A Crew Dragon

De acordo com a BBC, a Crew Dragon foi projetada para levar até sete pessoas para o espaço, mas a Nasa não deve ocupar a nave com mais que quatro astronautas nas missões. O restante do espaço deve ser usado para transportar suprimentos.

Neste primeiro voo, Bob Behnken e Doug Hurley vão testar sistemas de controle, telas e propulsores de manobra criados pela SpaceX. Também os sistemas de acoplamento automático à ISS.

Se tudo der certo, a SpaceX vai prosseguir com outras seis missões “operacionais” até a estação espacial. O contrato com a Nasa é no valor de US$ 2,6 bilhões.

 

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