O governador Mauro Mendes criticou o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado no fim de 2022. Ele disse que os atos contrários à então eleição de Lula devem ser classificados como manifestação.
“Eu não conheço o processo, mas, olhando de longe, como cidadão, eu não vejo golpe. Eu não vi tanque na rua, eu não vi tiro sendo dado; eu via velhinho, criança chorando na porta de quartel, com bandeira brasileira, cantando o Hino Nacional. Isso não é golpe, é manifestar”, disse.
A PGR pediu na segunda-feira (14) a condenação de Bolsonaro e mais sete pessoas por tentativa golpe. Os investigados são considerados integrantes do “núcleo 1” do plano de tentativa de golpe.
O procurador-geral Paulo Gonet disse que Bolsonaro exerceu papel central na trama e seria o principal beneficiado se o plano tivesse tido sucesso. A cadeia de atos teria começado em 2021 e se estendido até o ato em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023, que resultou em vandalismo.
“8 de janeiro eu já condenei várias vezes, porque eles invadiram, depredaram, erraram, tem que ser responsabilizado, tem que ser criminalizado. Agora, não a 15 anos de prisão. Tem gente que mata um cidadão e pega 8 anos de cadeia. Algum MST [integrante do Movimento Sem Terra] já foi condenado?”, disse Mauro.
O governador já participou de dois atos pela anistia dos manifestantes condenados até o momento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ambos com presença de Bolsonaro. A defende revisão das penas por considerar que o STF tem utilizado “dosimetria exagerada”.




