Não perdoam nem o juiz

Operadoras atormentam magistrado durante sessão no Tribunal de Justiça de Mato Grosso

Uma chamada não atendida. Depois a segunda e a terceira. Será que aconteceu algo com algum familiar? Este foi o questionamento do desembargador Luis Carlos da Costa, que se viu obrigado a atender uma ligação durante uma sessão no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e acabou contrariado ao saber que se tratava de uma operadora de serviços.

“Eles são insistentes. Não sei mais o que faço. É o dia todo e, com a pandemia, fico com medo de ser uma emergência. E, não fica bem para imagem de um magistrado atender telefone na sessão”, desabafou.

A revolta do desembargador foi compartilhada pelos colegas. Márcio Vidal desabafou dizendo que todos somos vítimas deste tipo de ação. Ele afirmou que atende apenas os números registrados no celular dele, porém fica com medo de não atender um caso de emergência familiar, por exemplo.

Vidal ainda sugeriu que Luiz Carlos registrasse o número no site que bloqueia as chamadas vindas de operadoras. Mas a medida não foi uma novidade.

“Já fiz isso e não resolveu. Não sei mais o que faço. E não adianta bloquear o número que eles começar a fazer ligações de outros. Infelizmente, não posso deixar de atender. Tenho uma família muito pobre e, com a pandemia, fico com medo de ser um caso realmente sério”, justificou.

Diante da situação, Vidal “passou a bola” para o Ministério Público que, na opinião dele, devia agir sobre a questão.

Prontamente, o representante do MP na sessão, o procurador Paulo Prado, afirmou que existe um procedimento em andamento e sob responsabilidade do promotor Ezequiel Borges. Ele assegurou aos companheiros de trabalho que vai se informar sobre o andamento e trazer a detalhes na próxima sessão.

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