“Não é taxando um produto que se consegue a verticalização”, diz presidente da Ampa

Para ele, a alternativa é a criação de programas de incentivo às indústrias, de modo que os produtos brasileiros consigam ser competitivos

(Foto: Suellen Pessetto/ O Livre)

O novo presidente da Associação dos Produtores de Algodão de Mato Grosso (Ampa), Paulo Sérgio Aguiar, afirmou que taxar o agro não é a melhor alternativa para a industrialização do setor.

Em entrevista ao LIVRE, ele citou o exemplo da China que, segundo ele, é muito mais industrializada devido a incentivos governamentais.

“O país é mais industrializado não por outras questões senão as tributárias e custo de mão-de-obra. Não é taxando um produto que você vai conseguir a verticalização. Você está criando algo fictício”, disse.

Para ele, a alternativa é a criação de programas de incentivo às indústrias, de modo que os produtos brasileiros consigam ser competitivos em relação aos preços praticados pelos chineses.

“Indústrias bem montadas, onde você consegue otimizar a produção. Não adianta verticalizar aqui e o produto não ser competitivo no mercado lá fora”, disse Paulo Aguiar.

No início deste ano, mais de 40 entidades do setor se posicionaram contra a taxação do agro, em razão do novo modelo do Fethab proposto pelo Governo Mauro Mendes. Apesar do forte movimento contrário, a proposta foi aprovada por unanimidade pelos deputados mato-grossenses.

No caso do algodão, o recolhimento que era de 20,4% da UPF por tonelada de pluma comercializada, passou para 75%. Também houve redução do Proalmat, com o aumento da carga de ICMS, passando de 3% para 4,8%.

Agora, no entanto, a luta dos produtores em relação aos tributos é outra: a manutenção da Lei Kandir, que isenta o ICMS das exportações de produtos primários e acentua a competitividade dos produtos brasileiros.

O possível fim da lei está sendo discutido desde o início do ano no Congresso, mas a votação deve ficar para 2020, após intensa movimentação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), caso seja extinta, os resultados para o agro brasileiro serão catastróficos. A possibilidade de perda de mercados, ainda segundo a CNA, está estimada em US$ 6,2 bilhões, o equivalente a aproximadamente 6% das exportações registradas pelo setor em 2018.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorCondenado por corrupção, servidor da ALMT tem R$ 351,9 mil bloqueados pela Justiça
Próximo artigoDelegados são transferidos após prefeito de Cuiabá denunciar “perseguição”

O LIVRE ADS