“Não é justo que uma pessoa como eu fique vulnerável”, diz Selma sobre escolta

Ex-juíza criticou a decisão do Tribunal de Justiça, de retirar a escolta fornecida pelo Judiciário

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A juíza aposentada e pré-candidata a senadora Selma Rosane Arruda (PSL) comemorou a decisão do governador Pedro Taques (PSDB) de conceder segurança pessoal a ela, por meio da Casa Militar, e criticou a decisão do Tribunal de Justiça (TJ) de retirar a escolta fornecida pelo Judiciário. Ela disse que recebeu ameaças recentes, inclusive depois que se aposentou, em abril.

“Graças a Deus, o governador teve sensibilidade de perceber que, em pouco mais de 60 dias longe da 7ª Vara, inúmeras pessoas já me ameaçaram e externaram a vontade de me fazer mal, então não seria justo que eu permanecesse sem a escolta”, disse Selma, em entrevista ao jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, nesta quarta-feira (13).

Ela destacou que, na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, além de dar decisões em processos de corrupção, ela também desmantelou facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital. “Nós vimos Cuiabá pichada de ponta a ponta por essas facções, então elas demonstram poder e têm poder. Não é justo que uma pessoa como eu fique vulnerável dessa forma”, argumentou.

Ela disse que se sentiu abandonada pelo TJ quando perdeu a escolta. “Não é crível que você imagine que um juiz vá tomar as decisões com coragem, se ele sabe que, assim que ele se afastar ou se aposentar, vai ser abandonado pelo TJ. Se você quer pessoas de coragem para fazer o que é preciso fazer, para aplicar a lei como ela deve ser aplicada, o Estado tem que dar a contraprestação, óbvio, que é a garantia da segurança. Aquela vara não é uma vara comum. É muito perigosa”, analisou.

Para a juíza, as regras do TJ para destinar segurança aos magistrados estão erradas. “As normas técnicas que se seguiram para concluir que eu não precisaria de segurança foram normas absolutamente injustas. Eles entram em contato com as polícias Federal e Civil, perguntam se estou recebendo alguma ameaça. Se a resposta é ‘não’, eles concluem que não preciso mais de segurança, como se as coisas fossem dessa forma. Mas é obvio que não”, explicou.

Por isso, ela disse que irá recorrer ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para garantir não só a sua escolta, mas a mudança do protocolo de segurança do TJ para os próximos juízes que exercerem a mesma função. “Os próximos magistrados que ocuparem aquela cadeira têm que tomar as decisões com segurança, com coragem, e não amedrontados”, disse.

 

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