Na berlinda: o que fazer quando a tecnologia ameaça seu negócio?

Bancas de revista, locadoras e táxis estão com os dias contados, diz associação americana

Jorge Kodi Kumakura está diversificando para não fechar as portas (Foto: Suellen Pessetto/ O Livre)

Com as mudanças tecnológicas, algumas empresas deixaram de existir ou estão com a sobrevivência ameaçada. Exemplo disso são as bancas de revista, há 20 anos, ponto de encontro dos amigos nas manhãs de domingo.

O empresário e proprietário de um ponto na Praça Alencastro, em frente à Prefeitura de Cuiabá, Jorge Kodi Kumakura, 52 anos, conta que recebia cerca de 100 exemplares que não eram suficientes para os sete dias, até a chegada das novas edições. “Hoje, para vender 20 é uma luta”.

Ele, que desde dos 16 anos trabalha no ramo em lugares diferentes, lembra que cada uma das praças centrais da Capital tinha no mínimo quatro bancas. Não faltavam cliente para todas.

“Eram revistas, jornais e publicações de todo o tipo. Conseguíamos viver com os 25% de comissão pago pelas distribuidoras”.

A tecnologia e a mudança de comportamento da população, no entanto, mudaram o cenário. Os clientes fiéis desapareceram e para sobreviver, Jorge precisou diversificar as mercadorias.

Hoje, ele trabalha com bebidas, cigarro, doces e materiais para concurso. “Só assim para conseguir um pouco mais de lucro”.

Com relação às revistas, as de palavras cruzadas e títulos segmentados ainda têm algum público. O restante está com a saída comprometida.

Questionado sobre a sobrevivência do negócio a longo prazo, ele afirma que não sabe, mas que vai insistir no ramo porque não conhece outro.

O que está perto de desaparecer?

Conforme a Young Enterpreneur Concil, uma renomada associação americana de jovens empreendedores, até 2020, alguns setores tendem a acabar. Entre eles estão as empresas de táxi, telefones residenciais, cartão de crédito, cinema, CD, DVD e TV a cabo, entre outras.

Mas, a pergunta é: o que fazer se estou atuando em uma dessas áreas?

A contadora e consultora de negócios, Camila Rossi (@camilarossicoach), diz que antes de qualquer ação, o empresário precisa se perguntar se quer continuar empresário e qual o seu objetivo na profissão. “Se não tiver claro seus interesses, dificilmente vai sair da zona de conforto”.

Com relação à mudança de área, Camila explica que depende muito de cada situação. Em alguns casos, a atualização do negócio e a identificação de novos caminhos dentro do mesmo segmento resolvem o problema.

Ela cita como exemplo a Netflix. “A empresa começou como locadora e logo identificou que o mercado estava mudando. Investiu em tecnologia e passou a entregar facilidade e conforto ao cliente. Assim, prosperou no mesmo mercado que já atuava”.

No caso citado é ressaltada a importância em se unir os avanços tecnológicos às necessidades do cliente, que podem ser identificadas por pesquisas simples de opinião, feitas pelo próprio empreendedor.

De acordo com a consultora, o principal obstáculos que as pessoas que se encontram nesse tipo de encruzilhada empresarial é superar aquela vontade de, simplesmente, rechaçar a inovação.

“Não adianta criticar o concorrente. O passado não volta e quem não muda, fica obsoleto”.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

O LIVRE ADS