Mulheres do agronegócio participam de evento de tecnologia em Cuiabá

O tema inovador para o setor ganhou um cenário pouco comum em outras regiões do país com a significativa participação de mulheres

Mais que um evento para debater o uso da Internet das Coisas, o IoT Day, realizado em Cuiabá na terça-feira (12), mostrou a ampliação da participação feminina quando o assunto é tecnologia associada ao agronegócio. O tema inovador para o setor também ganhou um cenário pouco comum em outras regiões do país com a significativa participação de mulheres.

“Faço questão de estar presente e mostrar que nós, mulheres, damos conta disso. Estou feliz em ver que existem mulheres nessa plateia, o que não é habitual nas demais apresentações das quais já participei”, comentou a empresária Lucimar Oliveira, CEO da fabricante Newtec, responsável por criar e embarcar sensores utilizados no IoT.

Da mesma forma reagiu a palestrante Thelma Troise, da maior comunidade de IoT do Brasil, a Tudo sobre IoT, que abriu o evento. “É bacana ver uma plateia com mulheres para tratar desse tema, gratificante”, celebrou a administradora de empresas que atua no setor de tecnologias emergentes há mais de 10 anos.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a atuação feminina em funções de liderança no setor do agronegócio no país está próxima de 20%. Quando o trabalho se dá em parceria com maridos e companheiros à frente das propriedades, o dado chega a 35% de mulheres nessa posição.

Pecuarista em Nossa Senhora do Livramento e integrante do movimento “Agroligadas” – de mulheres que propõem o engajamento feminino e ações de comunicação no setor em Mato Grosso -, Melissa Magalhães Freitas se identifica com o dado, pois atua no negócio junto com a família. Ela acompanhou toda a programação do IoT Day e ponderou sobre a aplicação das estratégias e ferramentas conhecidas no evento.

“Esse foi um evento que abriu nossa visão para o que vem num futuro próximo, já que as coisas acontecem muito rapidamente e a gente tem que ir se adaptando. Lançar mão de novas ferramentas para nos ajudar a melhorar a produção, reduzir custos, fazer um gerenciamento dos negócios vai nos permitir a tomada de decisões de forma mais adequada em um tempo menor. Vou levar para o meu negócio, com certeza”, assegurou a produtora.

A vice-presidente da Sociedade dos Usuários de Informática e Telecomunicações de Mato Grosso (Sucesu-MT), a gerente de Tecnologia da empresa Agro Amazônia Helen Cavalcanti, também acompanhou as discussões do IoT Day. Avaliou o fator inovador da discussão, seus desafios no Estado e a relevância de abordar o tema ao longo do dia.

“Vimos muitas coisas novas para dar uma noção do que a gente pode fazer de diferente no agro com o IoT. O evento em si é uma inovação, mas o Estado tem atraído esse tipo de iniciativa por ser um grande produtor. Sobre a viabilidade, creio que temos um grande problema com relação à conectividade, embora tenham sido mostradas várias soluções.  Muita gente interessada em resolver os problemas do agro dá um certo alívio quanto ao futuro”, comentou a profissional.

Programação

Conectividade, monitoramento, controle, precisão, eficiência e segurança, foram termos amplamente apresentados durante um dia intenso de programação no IoT Day. O evento trouxe ainda em primeira mão assuntos tratados pela Câmara AGRO 4.0 e aspectos regulatórios que envolvem o uso de IoT no Brasil, por um membro do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Também esteve em pauta a Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor em agosto de 2020 e que terá impacto sobre a coleta e o armazenamento de dados, inclusive aqueles produzidos por dispositivos IoT. O evento foi realizado pela Tudo sobre IoT e promovido no Estado pela Ausec e WDC Networks.

Diversas tecnologias já aplicadas e cases de sucesso no setor do agronegócio foram apresentados ao longo do dia. Ao final do evento, o público pode interagir no painel com participação de todos os palestrantes.

“A ideia é provocar a discussão, despertar o interesse e, a partir daí, trabalhar projetos específicos. Somente através da inovação é que conseguiremos dar saltos de produtividade e redução de custos, mantendo a competitividade do Agronegócio brasileiro”, finalizou um dos realizadores do evento, Wagner Figueiredo, diretor da Ausec.

(Da assessoria)

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