Mulheres brigam em hospital, impedem atendimento e uma pessoa acaba morrendo

Elas impediram um atendimento na ala vermelha do Pronto Socorro e, com isso, a vítima, que precisava ser socorrida com urgência, acabou morrendo

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Duas mulheres foram presas no fim da manhã dessa quarta-feira (19) depois de causarem um tumulto na ala vermelha do Pronto-Socorro de Cuiabá, a ponto de não deixarem uma equipe médica atender um caso de urgência. Com isso, a vítima, que precisava passar por reanimação, acabou morrendo.

Conforme o boletim de ocorrência, médicos e funcionários responsáveis pelo Pronto-Socorro contaram que chegaram à ala vermelha da unidade – setor de urgência e emergência – com um paciente que precisava passar por reanimação.

Porém, quando pediram para uma mulher de 58 anos, que estava no local acompanhando sua filha internada na ala vermelha, que lhes deixassem passar para ter acesso ao ponto de oxigênio – a maca da filha dela estava ao lado do ponto –, a mulher ficou exaltada com o pedido e começou a xingar os funcionários, causando um tumulto na ala.

Segundo o relato dos funcionários aos policiais, a mulher se recusou a sair e não deixou a equipe médica ter acesso ao ponto de oxigênio. Em meio à confusão, a irmã dela, de 51 anos, apareceu e também começou a xingar os funcionários, sendo necessário que a equipe da Polícia Militar de plantão no Pronto-Socorro fosse acionada.

Elas só pararam com os xingamentos depois da chegada dos policiais, não sem antes também desacatá-los. Como as irmãs se recusavam a sair da sala, foi necessário que as duas fossem retiradas à força.

Só depois de finalizada a confusão é que a equipe médica pôde iniciar o procedimento de reanimação do homem que haviam levado para atendimento na sala vermelha, mas, com toda a demora, ele acabou não resistindo e morrendo.

As duas mulheres foram encaminhas para a Central de Flagrantes de Cuiabá, junto com um representante da Secretaria de Saúde e do Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.

O representante disse à PM que a filha da suspeita de 58 anos está internada na unidade hospitalar desde o dia 13 de dezembro e, desde o início da internação, a mulher e sua irmã vêm causando transtornos aos funcionários do hospital. Inclusive, “impedem que os médicos e enfermeiros realizem qualquer exame, ou procedimento, essenciais à paciente internada”, consta no boletim de ocorrência.

O hospital até mesmo já registrou outros boletins de ocorrência em relação ao comportamento das duas mulheres. Os funcionários que presenciaram o caso dessa quarta-feira (19) não puderam comparecer à delegacia no momento do registro, por estarem de plantão, mas ao menos seis pessoas foram registradas como testemunhas.

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