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Crônicas Policiais

Mulher com deficiência desaparece, é encontrada morta e padrasto é preso

Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

Um homem de 45 anos foi preso nessa terça-feira (23) acusado de matar a enteada, uma mulher de 42 anos, que possui deficiência cognitiva e estava desaparecida desde o domingo (21). O caso aconteceu em Nortelândia (225 km de Cuiabá).

Desaparecimento

No último domingo (21), por volta das 18 horas, Jucinéia Gonçalves de Matos, 42 anos, mais conhecida como Branca, saiu de casa sem o celular e não falou para onde ia.

Jucinéia tinha deficiência cognitiva e era assistida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

Ela não retornou para casa e, desde então, não foi mais vista pela família, que registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento e a vinha procurando.

Encontro

Na manhã dessa terça-feira (23), por volta das 6h40, a Polícia Militar encontrou um corpo do Rio Santana, no Bairro da Ponte, próximo à Igreja Santa Luzia, em Nortelândia.

Era Jucinéia. O corpo estava dentro do rio, próximo à margem do lado da cidade de Arenápolis (230 km de Cuiabá) e foi reconhecido por familiares.

A Polícia Judiciária Civil, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para remoção do corpo e verificação do local.

Em nota, a APAE lamentou a morte de Jucinéia. “A escola está em luto, com o devido respeito à família da aluna, colegas e toda a comunidade de nossa instituição. A Apae de Nortelândia lamenta profundamente o ocorrido e está comprometida em garantir todo o apoio à família”, disseram.

Prisão

O padrasto de Jucinéia se tornou suspeito do caso por ter sido a última pessoa vista com a vítima.

Assim que o corpo foi encontrado, o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Costa Rufato, deu início à investigação e pediu a prisão temporária do suspeito e um mandado foi expedido pela Justiça.

O suspeito foi preso ainda na terça-feira e, encaminhado para a delegacia de Nortelândia, recusou-se a falar com os policiais.

A perícia inicial descartou que Jucinéia tenha sido morta por afogamento e estrangulamento. A Polícia Civil está, agora, em fase de reunir provas e depoimentos e aguardando os resultados dos laudos da Politec, que apontarão as causas oficiais da morte.

O suspeito será encaminhado para realização de exame de corpo de delito e, depois, para uma unidade prisional.

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