MT tem mais de 5,5 mil médicos aptos a combater a covid-19, mas mal distribuídos

Conselho Federal de Medicina aponta que são quase dois profissionais para cada mil habitantes, mas não em todas as regiões

Imagem ilustrativa (Reprodução / Freepik)

Em Mato Grosso, mais de 5,5 mil médicos estão aptos para atuar na linha de frente contra a covid-19. E este número equivale a apenas 1,3% do total de profissionais registrado no Estado.

A porcentagem engloba médicos formados em universidades brasileiras e que se registraram em Conselhos Regionais de Medicina. Mas para entrar nela também é preciso ter menos de 60 anos e não possuir problemas de saúde crônicos que potencializem os sintomas da covid-19.

Em outras palavras, estes cinco mil profissionais são pessoas que não estão dentro do grupo de risco para o novo coronavírus. 

O dado faz parte de um levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).

No Brasil, 442 mil médicos – cerca de 80% do total que termina o curso – estão com registros aptos.

Muitos, mas mal distribuídos

A pesquisa aponta que Mato Grosso tem quase dois médicos (1,9) para cada grupo de 1 mil habitantes. Um número atingido porque, somente neste ano, 219 novos profissionais se registraram no conselho da classe.

Mas apesar da quantidade, o CFM afirma não haver políticas públicas que efetivem uma distribuição eficaz desses profissionais pelas diferentes regiões do Estado.

E o motivo para isso, segundo o Conselho, “está na fragilidade das condições de trabalho e de propostas do governo que atraiam e fixem os médicos em áreas de difícil provimento”.

“O histórico dos últimos anos é de terceirização e quarteirização dos serviços médicos, atrasos nos pagamentos e, muitas vezes, calotes”, diz a entidade.

Condições de trabalho

As dificuldade citadas somam-se, segundo o CFM, à falta de condições de trabalho. Em plataforma desenvolvida pela entidade, médicos brasileiros têm relatado dificuldades ligadas ao enfrentamento da covid-19.

No primeiro levantamento, divulgado em maio, os médicos denunciaram 17 mil irregularidades distribuídas em 2.160 serviços médicos.

A maior reclamação foi sobre a falta de equipamento de proteção individual (38,2%).

Foram apontadas falta de máscaras N95 ou equivalentes (24,6%), avental (22%), óculos ou protetor facial (18,8%), máscara cirúrgica (16,1%), gorro (10%), luvas (4%) e luvas cirúrgicas (3,7%).

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