MT se une a três Estados e Bolívia para conter o crime organizado

Ideia é promover uma melho troca de informações, segundo o secretário de Segurança de MT, Alexandre Bustamante

(Foto: Michel Alvim - SECOM/MT)

As facções criminosas brasileiras passaram a se estabelecer na Bolívia e isso tem refletido na criminalidade no país vizinho. Por meio de uma carta de intenções, em abril deste ano, o Acre firmou parceria com o Departamento de Pando, na Bolívia. Agora, se busca ampliar essa aliança com outros Estados de fronteira, como Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Alexandre Bustamante afirma que um dos crimes que mais preocupa são os roubos e furtos de aeronaves. Para o combate, é fundamental a troca de informações.

“A criminalidade não escolhe lugar, se esconde em Santa Cruz, Beni e Pando [estados bolivianos que eles se referem como Departamentos], e os criminosos têm um contato muito grande, têm vínculos e precisamos nos organizar. Aeronaves são furtadas em vários países, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também, e têm como destino a Bolívia e o Paraguai, para transporte de contrabando e tráfico de drogas. Precisamos do intercâmbio de informações para qualificar as nossas investigações”.

Bustamante também lembrou que as autoridades de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul trabalharam em conjunto durante as queimadas que atingiram o pantanal brasileiro e boliviano em 2020 e que a parceria na área do meio ambiente foi um sucesso e pode também trazer bons frutos na área da Segurança Pública.

Exportação do crime

O secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre, coronel Paulo César Rocha dos Santos, comentou que o Brasil não se orgulha de exportar o crime organizado para outros países.

“O crime organizado não respeita fronteiras, não respeita soberania e organizar-se de forma diferenciada independente é necessário. Os Estados aqui representados criaram estruturas estaduais de combate aos crimes transfronteiriços. Percebemos que a fronteira é um desafio e insumo da violência”.

O vice-ministro de Segurança Cidadã da Bolívia, Roberto Ríos Sanjinés, disse que as facções brasileiras ainda não se estabeleceram no país como aqui no Brasil, mas há a presença de alguns emissários, mas que é necessário estabelecer ações preventivas para que de maneira conjunta possam lutar para que eles não possam ultrapassar a fronteira.

“Os crimes na fronteira afetam a soberania e os direitos individuais e coletivos. O fluxo dessas pessoas merece atenção especial e, por isso, é necessário trabalhar em conjunto para fortalecer as relações bilaterais e implementar ações conjuntas de intercâmbio de informações, capacitação dos policiais e técnicos envolvidos na temática, para melhorar as condições de fiscalização e combate ao crime”.

(Da Assessoria)

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorOs quatro anos da reforma trabalhista: mais um engodo?
Próximo artigoPreço dos combustíveis: Petrobras diz que não há perspectiva de estabilização