MT mantém desemprego estável e registra 84 mil novas vagas ocupadas

Dados são de pesquisa do IBGE que comparou números do primeiro trimestre de 2018 e 2019

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Em Mato Grosso, a taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2019 atingiu a marca de 9%, o que corresponde a 165 mil pessoas. O número não sofreu variação, quando comparado ao mesmo período do ano passado, mas representa um crescimento de 2,2% em relação ao último trimestre de 2018.

Apesar disso, também houve aumento da população empregada no Estado. Cerca de 84 mil conquistaram um emprego no início deste ano, o equivalente a 5,4%, número semelhante ao registrado no início de 2018.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quinta-feira (16) a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), que traz informações sobre os indicadores de trabalho e rendimento da população brasileira.

Eriete Martins mora com a mãe e tem uma filha adolescente (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Mas para quem faz parte do primeiro índice citado nessa reportagem, as dificuldades a serem enfrentadas na busca por uma oportunidade ainda são muitas. Eriete Martins, de 43 anos, que está desemprega há dois anos é um exemplo.

 

Ela conta que trabalhava em uma creche, como Cuidadora de Aluno com Deficiência (CAD), que tem tem curso técnico na área e que, ano passado, chegou a fazer um concurso com vagas abertas para esta função. Até hoje, no entanto, não foi chamada e já perdeu a paciência de ficar na lista de espera.

“Vou esperar mais o que? Perdi a esperança. Resolvi sair procurando outras oportunidades”, disse, destacando que tem experiência na área de vendas e aceita outros cargos, se for preciso.

Sara Gomes quer fazer faculdade para melhorar suas chances (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Sara Gomes, de 20 anos, também está em busca de emprego, mas a menos tempo. A jovem, que já trabalhou como operadora de caixa e distribuidora, está desemprega há pouco mais de um mês e pretende voltar a trabalhar em algo relacionado às ocupações anteriores.

Sara não tem curso de nível superior, mas espera começar um no próximo semestre. Segundo ela, está difícil conseguir uma vaga para quem não tem qualificação. “As vagas que eu não consegui, disseram que faltou algum curso relacionado ao trabalho. Se a gente não quiser trabalhar em algo como, mercado, por exemplo, aí precisa de um curso melhor, né?!”.

Trabalho informal

A pesquisa do IBGE também traz números sobre os trabalhadores formais e informais. Mato Grosso tem atualmente 593 mil trabalhadores com carteira assinada, número que tem se mantido estável ao longo do último ano. Já os informais somam 167 mil.

Gesiele é formada, mas optou por trabalhar com o que gosta e por conta própria (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

É o caso da Gesiele das Graças, de 45 anos. Ela conta que abordando o cliente com “humildade e simplicidade”, trabalha no ramo alimentício, por conta própria, há 26 anos. Junto com o marido, começou vendendo salgado, depois espetinho, suco, marmitas. Hoje, faz de tudo um pouco.

Segundo Gi, como ela prefere ser chamada, hoje em dia não existe mais “essa coisa de ponto fixo”, é preciso ir até o cliente. Em locais diferentes da cidade a cada dia, ela mesma fabrica e comercializa coxinha, salgado, trufa, brigadeiro, pão de queijo, bolo de pote, entre outros.

Tendo cursado Secretariado, RH e sendo recém formada em Direito, ela afirma que é preciso ter uma formação, sim, mas que optou por não seguir nenhuma dessas carreiras para trabalhar com o que gosta. Avida de autônoma é uma opção.

“Eu vi que assim eu trabalho mais, porém, ganho mais. Prefiro trabalhar por mim, mesmo. É bem melhor”, ela garante.

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