MT entra para o Instituto Amazônia+21

Iniciativa concilia preservação ambiental e a tecnologia para desenvolvimento econômico por meio da Bioeconomia

(Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

Promover o encontro de projetos sustentáveis e financiadores que promovam essas iniciativas é a principal função do Instituto Amazônia +21. O programa contempla os Estados da Amazônia Legal e Mato Grosso consolidou nessa quinta-feira (30) a sua participação na proposta.

“É uma mobilização dos empresários industriais de toda a Amazônia Legal, por meio das federações de indústria, com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com objetivo de fomentar os negócios sustentáveis na nossa região, gerar empregos, desenvolver novas tecnologias, processos inovadores, projetos de alto impacto, desde o setor primário passando por todas as fases”, explica Marcelo Thomé, presidente da Ação Pró-Amazônia e da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero).

O tema sustentabilidade, pontua Thomé, não é mais uma opção, mas sim um determinante para que as empresas continuem sendo competitivas para acessar melhores mercados, melhores linha de financiamento e também o  consumidor.

O representante destaca ainda que o bioma amazônico hoje oportuniza, pelo percentual expressivo que tem de biodiversidade, as melhores oportunidades para uma nova empresa que a dialogue com a realidade desse ecossistema.

“O consumidor mudou a sua consciência e sua forma de consumir. Portanto, produzir de maneira sustentável deixa de ser uma escolha e passa a ser uma urgência”, sintetiza o presidente.

Para Marcelo Thomé, a produção sustentável é uma urgência (Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

O Instituto Amazônia +21 está na fase de lançamento e formalização jurídica da sua criação, enquanto isso ocorre também a mobilização dos Estados para integrarem a iniciativa. A expectativa é que no primeiro trimestre de 2022 já esteja apto a operar ligando projetos a meios de financiamento, diz Thomé.

Fiemt como integrante

O Instituto Amazônia +21 estará presente em Mato Grosso por meio da Federação Mato-grossense das Indústrias, Fiemt. O presidente da Federação, Gustavo de Oliveira, avalia que o Estado ganhará um melhor mercado para os produtos regionais.

Oliveira exemplifica que os mercados consumidores de alimento, madeira, ou qualquer outro insumo, que pagam mais, exigem a comprovação de técnicas de produção sustentáveis.

Em Mato Grosso, Fiemt será a porta de entrada para o Amazônia +21 (Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

“O primeiro papel do Instituto é garantir que não só as exigências estejam nas mesas de negociação, mas que também haja apoio para as empresas e cadeias produtivas que querem realmente entrar nessa agenda da sustentabilidade”, reitera.

Em Mato Grosso, Amazônia +21 inclusive já firmou parceria com o Instituto Ação Verde, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, cuja Fiemt é mantenedora, e que realiza ações socioambientais através do sistema produtivo estadual.

Ampliar o negócio

Há 19 anos no mercado, a empresa de Adilson Valera Ruiz trabalha com reciclagem dos defensivos agrícolas, transformando-os em ductos corrugados para a passagem das fiações elétricas.

“O nosso produto é um commoditie, segue as normas da Associação Brasileira das Normas Técnicas (ABNT) e é produzido de maneira sustentável, algo que o consumidor e o mercado tem se atentado agora”, diz o empresário que torce para ampliar ainda mais o negócio agora com o Amazônia +21.

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