MPF pede 60 anos de prisão para ex-secretário, lobista e doleira por tráfico

Denúncia assinada por quatro procuradores reforçam a investigação da Polícia Federal de papéis centrais de Borgato e Rowles em esquema de tráfico

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O Ministério Público Federal recomenda a condenação a 60 de prisão para o ex-secretário de Ciências e Tecnologia, Nilton Borgato, o lobista Rowles Magalhães Pereira da Silva e a doleira Nelma Kodama em denúncia por suposto esquema de tráfico internacional de drogas. 

A denúncia foi protocolada na quarta-feira (18), na 2ª Vara Federal Criminal da Bahia, e também pede o pagamento de R$ 139,5 milhões em danos coletivos.  

Todos foram presos na Operação Descobrimento, da Polícia Federal, em abril, como integrantes de uma organização criminosa que levava cocaína do Brasil para Portugal. 

Os procuradores que assinam a denúncia afirmam que os investigados tinham o papel de comprar a droga e fretar voos. Conforme a investigação, Borgato facilitaria a entrada de cocaína da Bolívia em Mato Grosso e o transporte até Jundiaí (SP). De lá, era levada para Salvador (BA) de onde partiria para Portugal. 

“À época dos fatos [2021], os denunciados [Ricardo Agostinho e Rowles Magalhães] exerciam funções típicas de proprietário da empresa de fretamento Omni Aviação e Tecnologia S.A”, diz trecho da denúncia. 

Nilton Borgato e Nelma Kodama são citados pelos procuradores como “os responsáveis pela intermediação entre fornecedores da droga e os transportadores e o contato deles com os destinatários da droga na Europa”.      

A operação da Polícia Federal se baseia na investigação sobre a origem e o destino de mais de meia tonelada de cocaína apreendida no aeroporto de Salvador, escondida na fuselagem de um jato, em fevereiro de 2021. O esquema passaria por reuniões entre Borgato e Rowles em hotéis em Cuiabá, na mesma época em Nilton exercia o cargo de secretário. 

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Nelma Kodama, doleira conhecida no Brasil por envolvimento na investigação da Lava Jato, foi presa em Portugal pela mesma autorização judicial, no dia 19 de abril. 

Além deles foram presas outras seis pessoas, todas denunciadas pelo Ministério Público Federal – Ricardo Agostinho, Cláudio Rocha Júnior, Marcelo Mendonça de Lemos (Gordo), Marcelo Lucena da Silva, Marcos Paulo Barbosa Lopes (Papito) e Fernando de Souza Honorato. 

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