MPF não encontra provas contra Mauro, e Justiça arquiva investigação

 

Ednilson Aguiar/O Livre

Mauro Mendes

Mauro Mendes foi alvo da PF em 2014

A Justiça determinou o arquivamento do inquérito policial aberto na Operação Ararath contra o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB). O juiz da 5ª Vara Federal, Jeferson Schneider, acatou o parecer do Ministério Público Federal (MPF), que arquivou a investigação e não ofereceu denúncia alegando não ter encontrado “elementos plausíveis” para processar o ex-prefeito, ou seja, não encontrou provas.

O juiz ainda determinou a devolução dos itens apreendidos, pois considerou que não tinham relevância para a investigação. A decisão é do dia 16 de junho. 

A casa e o gabinete de Mendes na prefeitura foram alvo de busca e apreensão em maio de 2014, na quinta fase da Operação Ararath. O motivo foi um empréstimo de R$ 3,45 milhões contraído por Mendes junto à Amazônia Petróleo, empresa de Gércio Marcelino Mendonça Júnior, conhecido como Júnior Mendonça, que se tornou colaborador da Operação Ararath.

À época, Mendes sustentou que o empréstimo era legal e que havia sido declarado à Receita Federal. “Invadiram minha casa, vasculharam as gavetas, fizeram um monte de presepada”, desabafou Mendes na segunda-feira (27), referindo-se aos agentes da Polícia Federal (PF) que realizaram a busca. “Nunca me chamaram para depor. Eu que pedi ao delegado, pelo amor de Deus, para fazer o processo andar”, relatou.

“Invadiram minha casa, vasculharam as gavetas, fizeram um monte de presepada”

Prejuízo nas empresas
O ex-prefeito diz que a ação atrapalhou seus negócios. “A Ararath prejudicou profundamente a minha empresa”, reclamou Mendes, que é dono do Grupo Bipar, em recuperação judicial desde 2015.

“Uma semana depois da operação, todos os créditos do meu grupo foram cortados pelos bancos. Hoje em dia, ninguém lembra mais disso, mas os bancos nunca esquecem. Eu fui condenado antes de ser julgado. É isso que acontece hoje no Brasil”, completou.

O cerne da Ararath é a investigação de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro. A primeira fase da operação foi deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2013. Desde então, a operação teve outras 10 fases.

Na mesma fase em que Mauro Mendes foi alvo, em maio de 2014, a PF prendeu o ex-secretário de Estado Eder Moraes e o então presidente da Assembleia Legislativa José Riva. O então governador Silval Barbosa (PMDB) também foi detido por porte ilegal de arma.

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