MPF investiga dívida de senador Carlos Fávaro com gráfica e suspeita de caixa 2

Senador fez prestação de contas à Justiça Eleitoral, mas teria omitido valor que agora está sendo cobrado por gráfica em ação de execução

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF/MT) instaurou nesta segunda-feira (1º) um procedimento interno para investigar supostas irregularidades em uma dívida do senador Carlos Fávaro (PSD), com a Gráfica Print.

O procedimento instaurado é conhecido como notícia de fato e antecede a instauração de um inquérito, e leva em consideração uma ação de cobrança realizada pela Gráfica Print contra Carlos Fávaro, no valor de R$ 465 mil, que supostamente teria sido utilizado para confecção de materiais de campanha em 2018.

Conforme publicado pelo Jornal A Gazeta nesta terça-feira (2), a suspeita do MPF é que Fávaro tenha praticado caixa 2, mesmo crime eleitoral que levou a cassação do mandato da ex-senadora Selma Arruda (Podemos), a qual Fávaro está substituindo de forma provisória até que seja realizada eleição suplementar, ainda sem data definida.

Santinhos

O imbróglio se instalou porque Fávaro não teria declarado os R$ 465 mil à Justiça Eleitoral, e agora está sendo cobrado pela Gráfica Print em uma ação de execução de título extrajudicial.

À Justiça Eleitoral, Fávaro declarou que a Gráfica Print foi responsável por confeccionar santinhos durante a campanha eleitoral, e teria cobrado o valor de R$ 60.312,00.

A Gráfica chegou a emitir nota fiscal em 24 de outubro de 2018, mas com vencimento para o dia 5 de novembro daquele ano.

O problema é que, em janeiro deste ano, a empresa ajuizou uma ação para cobrar tanto o valor de R$ 60.312,00 quanto uma outra dívida de R$ 405.508,00. Ambos os valores teriam sido prometidos por Fávaro por meio de nota promissória.

O que dizem os envolvidos?

O LIVRE entrou em contato com a assessoria de imprensa do senador Carlos Fávaro, que informou que não vai comentar sobre os fatos porque os advogados do senador ainda não foram notificados sobre o procedimento interno instaurado pelo MPF.

Já um dos sócios da Gráfica Print, Dalmi Defanti, disse ao LIVRE que não vai comentar sobre o assunto alegando que se trata de um tema particular e que nem mesmo seus advogados estão autorizados a falar com a imprensa sobre essa dívida de Fávaro com a gráfica.

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