MPE denuncia prefeito de Sorriso por contratar pai de secretário

Candidato à reeleição, Ari Lafim pode responder por improbidade administrativa e tornar-se inelegível

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou o prefeito e candidato à reeleição do município de Sorriso (396 km de Cuiabá), Ari Lafin (PSDB), por nepotismo, que é a prática de empregar parentes no serviço público.

A ação civil pública por improbidade administrativa encaminhada ao Justiça no dia 14 de setembro é assinada pela promotora de Justiça Elide Manzini de Campos.

Se condenado, Lafin pode ser condenado à perda dos direitos políticos e permanecer inelegível por até três anos.

A denúncia narra que o prefeito foi o responsável pela contratação direta de Luiz Fábio Marchioro, pai do secretário municipal Darci Marchioro, para atuar como coordenador de proteção social básica na Secretaria Municipal de Governo e Segurança Pública.

Pai e filho também foram denunciados à Justiça. É narrado ainda que Darci Marchioro teria mentido para tomar posse no cargo comissionado, pois assinou documento em que assegurava não ter vínculo de parentesco com ninguém da administração pública em Sorriso, mesmo com seu filho exercendo o cargo de secretário municipal.

“A conduta dos requeridos se reveste de imoralidade, pois claramente viola a obediência que o agente público deve aos princípios norteadores da Administração Pública, principalmente os que regem a moralidade, a honestidade e a impessoalidade. Sem dúvida, a atitude configura ato de improbidade administrativa, além de desobedecer súmula do Supremo Tribunal Federal pela prática de nepotismo”, diz um dos trechos da denúncia.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorVárzea Grande libera eventos, shows em casas noturnas e práticas esportivas
Próximo artigoApós acusação, diretor da Polícia Civil vai ao TJ e cobra Emanuel Pinheiro