O Ministério Público de Mato Grosso descartou o crime de tortura pela tenente dos bombeiros, Izadora Ledur de Souza Dechamps, contra o ex-aluno Maurício Junior dos Santos. O promotor Paulo Henrique Amaral Motta diz que a análise do caso agora não comprova a hipótese de tortura.
Com isso, o pedido de condenação ficou restrito ao crime de maus tratos. Mauricio Junior dos Santos participou da mesma série de exercícios em que o também ex-aluno Rodrigo Claro morreu, em novembro de 2016.
Em 2022, o promotor Paulo Henrique Amaral Motta denunciou a tenente pelos crimes de tortura e maus tratos. Na revisão do pedido, ele diz que os materiais usados como prova contra a tenente não teriam a “certeza necessária” de que os exercícios tenham causado “sofrimento físico e mental ao ex-aluno”.
“Muito embora inegável que o ofendido fora exposto a perigo de vida, os elementos de convicção coligidos não indicam, com a segurança e certeza necessárias, que as agressões tenham causado ao ofendido sofrimento físico ou mental, elemento indispensável à caracterização do tipo que define o crime de tortura”, pontuou.
Izadora Ledur já foi condenada a 1 ano de prisão pela morte de Rodrigo Claro. Ela também fora acusada dos crimes de tortura e maus tratos ao aluno, durante os testes de preparação dos bomeiros.




