MP mira em Taques e delegadas

Promotor cita suposta improbidade administrativa e volta a investigar caso dos grampos

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

As delegadas da Polícia Civil, Alessandra Saturnino e Alana Cardoso e o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques voltaram a ser alvos de investigação no Ministério Público de Mato Grosso. O inquérito civil foi aberto pelo promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho, no dia 5 de agosto.

O caso é relacionado à prática de barriga de aluguel – inserção de telefones de pessoas comuns para interceptação em investigação diversa.

Na nova portaria, o promotor destaca que o Ministério Público já ofereceu denúncia contra o ex-secretário, que inclusive, já se tornou réu na Justiça pelo caso. Contudo, alega que os fatos se caracterizam como improbidade, por irem contra os princípios da administração pública.

Para Oliveira Filho, que são necessárias mais informações para melhor esclarecimento do caso e, por isso, deu o prazo de 10 dias para os investigados se manifestarem, caso queiram.

Cabe destacar que o fato já foi investigado anteriormente e arquivado pelo procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges. Ele considerou que as delegadas foram induzidas ao erro pelo ex-secretário, que teria “criado uma história”.

As investigações apontaram que Paulo Taques teria inventado que a vida do ex-governador Pedro Taques corria risco para conseguir grampear sua ex-amante e uma servidora da Casa Civil.

Saiba mais sobre os escândalos dos grampos ilegais aqui