Cidades

Mortes em Colniza: empresa fala em legítima defesa; Pastoral diz que houve massacre

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Maria Clara Cabral

A empresa da família do ex-deputado José Geraldo Riva, “Floresta Viva”, a empresa responsável pela segurança da fazenda “Bauru” (antiga Magali), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Fórum de Direitos Humanos e da Terra de Mato Grosso (FDHT-MT) emitiram notas com suas versões do conflito armado que pode ter matado duas pessoas na manhã deste sábado (05).

Segundo a Empresa Unifort Segurança, sua equipe reagiu a disparos de arma de fogo que atingiram um carro de ronda. A empresa “Floresta Viva” reforça que a fazenda Bauru vem sendo alvo de invasões que descumprem ordens judiciais e “provocam crimes ambientais”.

“Oportuno esclarecer que os invasores também estavam em poder de foices e facões. Sem outra alternativa, os seguranças foram obrigados a reagir para salvaguardar suas vidas, assim como dos demais trabalhadores da fazenda. Infelizmente, mesmo após a reintegração de posse e anteriormente ao conflito de hoje, pessoas que se denominam trabalhadores rurais e que deveriam se manter do lado externo da propriedade, insistem em descumprir a determinação judicial de 31/10/2018”, diz trecho da nota da Unifort.

A Pastoral da Terra e o Fórum de Direitos Humanos, por sua vez, denunciam o que chama de um “novo massacre”. Segundo o movimento, cerca de 200 famílias ocuparam parte da área da propriedade na última segunda-feira (29.12) e logo após receberam um mandado de despejo emitido pela juíza da Vara Agrária de Cuiabá.

“Colniza possui um grave histórico de assassinatos no campo. De 2003 até agora foram registrados 16 assassinatos em conflitos agrários no município. Das quase 200 famílias que lá estão sob a mira dos pistoleiros na Fazenda Agropecuária Bauru, algumas são posseiras, outras compraram o direito de estar na terra, e já moram em seus lotes há algum tempo. Produzem e criam animais. São pessoas que apostaram no sonho de construir uma vida com o suor do trabalho”, diz trecho da nota da Pastoral.

Segundo a organização, um dos mortos seria um trabalhador rural identificado até o momento como Eliseu Queres e outras nove pessoas estariam feridas, três delas em estado grave. Uma equipe especializada da Politec foi enviada ao local para atuar na identificação das vítimas e a Polícia Militar reforçou policiamento na região.

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26 de abril de 2026 05:38