Morre cantor e compositor Moraes Moreira, aos 72 anos

Uma grande perda para o cenário musical brasileiro

Nesta segunda-feira, 13 de abril, morreu o compositor e cantor brasileiro Moraes Moreira. Ele tinha 72 anos e faleceu em casa, enquanto dormia, no Rio de Janeiro.

Moraes Moreira é um dos criadores do grupo Novos Baianos, com o qual se apresentou  entre 1969 e 1974. Outros membros do grupo eram Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão.

Segundo o Metro1, não se sabe ainda a causa da morte.

Natural de Ituaçu, na Bahia, o músico teve atuação fundamental no Carnaval de Salvador e era considerado o primeiro cantor de trio-elétrico.

A primeira vez que ele subiu em um trio foi em 1976, quando já estava em carreira solo. Na ocasião, ao subir no trio de Dodô e Osmar, cantou a música “Pombo correio”, sucesso na época.

O músico lançou quase 30 discos em mais de 40 anos de carreira solo — o primeiro é de 1975 e o mais recente, de 2018. Ele ainda realizava shows de reunião dos Novos Baianos.

Em março, o cantor publicou um belo cordal inspirado nos dias da quarentena.

Aliás, não foram divulgadas informações sobre o velório do cantor justamente para evitar aglomerações durante esse período de isolamento social por conta do novo coronavírus.

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Oi pessoal estou aqui na Gávea entre minha casa e escritório que ficam próximos,cumprindo minha quarentena,tocando e escrevendo sem parar. Este Cordel nasceu na madrugada do dia 17, envio para apreciação de vocês .Boa sorte Quarentena (Moraes Moreira) Eu temo o coronavirus E zelo por minha vida Mas tenho medo de tiros Também de bala perdida, A nossa fé é vacina O professor que me ensina Será minha própria lida Assombra-me a pandemia Que agora domina o mundo Mas tenho uma garantia Não sou nenhum vagabundo, Porque todo cidadão Merece mas atenção O sentimento é profundo Eu não queria essa praga Que não é mais do Egito Não quero que ela traga O mal que sempre eu evito, Os males não são eternos Pois os recursos modernos Estão aí, acredito De quem será esse lucro Ou mesmo a teoria? Detesto falar de estrupo Eu gosto é de poesia, Mas creio na consciência E digo não a todo dia Eu tenho medo do excesso Que seja em qualquer sentido Mas também do retrocesso Que por aí escondido, As vezes é o que notamos Passar o que já passamos Jamais será esquecido Até aceito a polícia Mas quando muda de letra E se transforma em milícia Odeio essa mutreta, Pra combater o que alarma Só tenho mesmo uma arma Que é a minha caneta Com tanta coisa inda cismo…. Estão na ordem do dia Eu digo não ao machismo Também a misoginia, Tem outros que eu não aceito É o tal do preconceito E as sombras da hipocrisia As coisas já forem postas Mas prevalecem os relés Queremos sim ter respostas Sobre as nossas Marielles, Em meio a um mundo efêmero Não é só questão de gênero Nem de homens ou mulheres O que vale é o ser humano E sua dignidade Vivemos num mundo insano Queremos mais liberdade, Pra que tudo isso mude Certeza, ninguém se ilude Não tem tempo,nem.idade

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