Cidades

Morador de Cuiabá aproveita enchente para “passear” de caiaque

Foto de Edyeverson Hilário
Edyeverson Hilário

Alguns moradores do Bairro Jardim Industriário, em Cuiabá, aproveitaram o alagamento causado pela chuva, no fim da tarde desta sexta-feira (25), para fazer um passeio de caiaque. Embora a situação seja cômica, o problema é sério.

Sempre que chove acima da média, os moradores e comerciantes da Avenida 30, a principal do bairro, passam por transtornos e contabilizam prejuízos. Situação que, segundo um deles, se repete há pelo menos 20 anos.

De acordo com o comerciante Juninho Teles, dono de uma distribuidora de bebidas, água e gás, do poder público os alagamentos, até agora, só renderam promessas.

“Já veio prefeito, governador e vereador, fizeram promessas de que resolveriam, mas depois da campanha eleitoral não voltaram”, afirma o micro-empresário.

“A prefeitura vem, faz a limpeza dos bueiros e pronto”, conta o comerciante. Ele ainda relatou que a prefeitura trocou as manilhas que fazem o escoamento da água há uma década e depois disso nunca mais mexeu nas instalações.

Sobre ter pego o caiaque e ter ido para a água, o comerciante diz: “é rir para não chorar”, já que, segundo ele, não tem mais esperanças de ver a situação resolvida.

Conta que com 15 minutos de chuva intensa a rua já fica completamente alagada. Por conta disso, os microempreendedores confeccionam barras de ferro para colocar na porta de seus comércios, na tentativa de evitar que a água entre no estabelecimento. “Com o passar de caminhões ou ônibus, cria-se uma onda e a água é jogada para dentro dos estabelecimentos”, diz.

Outro que também sofre com esses casos é o comerciante André Eduardo.

Com sua casa de ração aberta há 9 anos, já passou por incontáveis prejuízos e transtornos por conta da falta de saneamento. “É sempre assim. Quando chove é quase um metro de água na rua”, relata.

André Eduardo lembrou que no ano passado em um desses alagamentos, teve prejuízo de R$ 2 mil, em mercadorias, já que a água invadiu a loja. “Como eles nunca arrumam, contabilizo os prejuízos e trabalho para recuperar”, justifica Eduardo.

Para amenizar a situação, o proprietário da casa de ração ainda conta que atravessa carros na avenida na hora que alaga, “porque senão os ônibus passam e provocam ondas que fazem entrar mais água ainda na loja”, relata.

Indignado, o comerciante desabafa que se sente mal com a situação. “Estou com o computador aberto para pagar R$ 8 mil de impostos. Desde de que eu abri é assim. Além dos imposto, tem a criminalidade. o alarme da loja toca de madrugada, eu tenho que ir ver”, finaliza.

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