Missão nível hard: Francisco Vuolo terá que destravar a Ferronorte

Novo secretário de Desenvolvimento Econômico de Cuiabá terá que mudar a baixa estima por ferrovia em Brasília

(Foto: Johannes Plenio/Pexels)

Francisco Vuolo continua no governo de Emanuel Pinheiro (MDB), passando para o comando da Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, mas com a missão pouco digesta de garantir a chegada da Ferronorte a Cuiabá. 

A extensão da ferrovia voltou a ser ponto de atrito no fim do ano passado, com a apresentação de um Plano Nacional de Ferrovias pelo ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. O tal plano é visto como motivo de novo atraso para a construção da nova etapa da Ferronorte. 

Um deles seria a autorização para a Ferrogrão, que sairia da região Norte de Mato Grosso e finalizaria no Amapá, onde há porto de escoamento do agronegócio. O senador Jayme Campos (DEM) diz que a aprovação do plano transferiria a prioridade. 

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A missão de Vuolo está na mudança da situação junto ao Ministério. Por lá, há pouco espaço para a Ferronorte. O Plano Nacional de Ferrovias despachado pelo ministro Tarcísio Gomes de Freitas chegou ao Senado com um pedido de urgência no trâmite. 

A intenção do governo federal era aprová-lo ainda no fim do ano passado. O projeto apareceu na lista de pautas na reta final de 2020 no Senado, mas foi retirado – em parte pela manifestação de Jayme sobre quebra regimento com a entrada em votação em plenário sem análise da Comissão de Infraestrutura. 

Outro fator contra Cuiabá é a baixa estima do ministro pela Ferronorte. Os partidários em Mato Grosso da ferrovia dizem que a extensão dos trilhos (que em estão em Rondonópolis) está na mesa do ministro Tarcísio há alguns meses, somente à espera da assinatura que autoriza o início da obra. E continua na mesa sem previsão de despacho. 

A dificuldade já foi reconhecida por Vuolo. Em discurso de posse na Secretaria de Trabalho, Agricultura e Desenvolvimento Econômico, ele disse que tem um “desafio muito grande” de destravamento da Ferronorte, que faz parte do plano “desenvolvimentista” de Cuiabá. 

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

“Esse é um grande desafio, uma nova etapa da minha vida, que vai ao encontro também de uma grande luta histórica que é consolidar os trilhos da ferrovia Senador Vicente Vuolo em Cuiabá”, disse. 

O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) disse que, em 2021, os três projetos de ferrovias em Mato Grosso – a terceira é a Ferrovia de Integração do Centro Oeste (Fico) – vão andar. A previsão, contudo, já foi feita antes. 

Vai contar para o destrave o peso econômico de cada uma. A Ferronorte ligaria Mato Grosso a São Paulo e poderá movimentar o mercado de passageiros. A Ferrogrão está sendo planejada para o agronegócio. 

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