Missão Abrapa: qualidade da fibra chama a atenção de compradores

Representantes de indústrias têxteis de oito países passaram por MT para conferir o trabalho desenvolvido pelos cotonicultores

Representantes de indústrias têxteis de oito países destacaram a qualidade, resistência, uniformidade da fibra e a sustentabilidade da cotonicultura mato-grossense durante a Missão Compradores 2019, promovida, nesta semana, pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Em Mato Grosso a ação contou com a parceria da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA).

Empresários da China, Paquistão, Vietnã, Coreia do Sul, Turquia, Índia, Peru e Bangladesh participaram da missão, que é realizada desde 2015 pela Abrapa com o intuito trazer indústrias têxteis de diversas partes do mundo para o Brasil.

Segundo a entidade, desde a primeira edição mais de 80 fiações de todo o mundo já estiveram no Brasil para conhecer o sistema de produção do algodão brasileiro e fazer negócios.

Nesta safra (2018/2019), o Brasil figura como 4° maior produtor de algodão e 2º maior exportador. Além disso, o país é o maior fornecedor de algodão sustentável para o mundo.

Durante a visita ao estado, os industriais têxteis visitaram fazendas, laboratórios de análise, algodoeira, fiação e o Centro de Treinamento do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). As visitas ocorreram nos municípios de Sapezal, Campo Verde e Primavera do Leste.

Segundo o presidente da AMPA, Alexandre Pedro Schenkel, missões comerciais sempre são válidas para troca de informações e experiências independente se elas ocorram no Brasil ou em algum outro país.

“O Brasil, em especial Mato Grosso, tem a capacidade de fazer duas safras em uma mesma área e de forma sustentável, sem a necessidade de abrir um centímetro de área. Em Mato Grosso temos três pontos que nos tornam eficientes na produção: solo, clima e pessoas”, disse.

Schenkel lembra que 80% dos produtores de Mato Grosso plantam algodão há mais de 10 anos e que o emprego de tecnologia no campo também auxilia na produção.

Fotos: Assessoria de Imprensa AMPA

Eficiência

Para o presidente da Abrapa, Milton Garbugio, crises no mundo vem e vão e “ações como essa são importantes para mostrarmos o quanto somos eficientes”.

Sun Wei participou da comitiva de chineses. Pela primeira vez no Brasil, ele contou que a empresa para a qual trabalha todos os anos envia um representante nas missões da Abrapa.

“Queria conhecer mais sobre o algodão brasileiro. É importante participar. Consideramos o algodão brasileiro um dos melhores do mundo. Cada vez mais nossos clientes procuram o algodão brasileiro devido à guerra comercial com os Estados Unidos. Essa ligação Brasil e China é importante manter”.

Único integrante da América Latina, José Omar Perez possui no Peru uma indústria têxtil integrada que trabalha desde a fiação até a confecção. “Fiquei impressionado com a evolução da produção de algodão de Mato Grosso de modo sustentável e o respeito ao meio ambiente. E, o tamanho da produtividade e qualidade também. Isso torna o país cada vez mais competitivo”.

Fotos: Assessoria de Imprensa AMPA

Já cliente do algodão brasileiro, Phan Duc Le Hoang possui no Vietnã uma tecelagem. “Já compramos algodão brasileiro e já estávamos impressionados com o produtor, porém queríamos saber mais detalhes sobre ele. Fiquei impressionado com as algodoeiras e quanto o algodão é limpo se comparado com os outros”.

Lalit Mahajan, da Índia, disse que seu país está voltando a comprar o algodão brasileiro. De acordo com ele, a Índia teve, em 2004, “uma experiência não muito boa com o algodão do Brasil, mas que viu hoje a evolução e o quanto há de qualidade, produtividade e tecnologia. A missão foi produtiva para ver isso de perto”.

A empresa para a qual Mirza MD Shorforaj Hossain ainda não compra algodão produzido no Brasil, mas a qualidade vista o faz repensar. “Vi muita qualidade. Não compramos ainda algodão daqui e a missão é uma oportunidade para isso”.

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