A Polícia Federal (PF) pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o ministro Paulo Moura Ribeiro, do STJ (Superior Tribunal de Justiça). O pedido é um desdobramento da investigação do assassinato do advogado Roberto Zampieri.
Reportagem publicada hoje (18) pela revista Veja mostra uma suspeita de ligação entre o ministro, um intermediário e o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves. A suspeita teria surgido do rastreamento pelo Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) de dinheiro que teria sido pago a funcionários de segundo escalão no STJ.
As transações financeiras entre contas supostamente vinculadas ao ministro Paulo Moura Ribeiro foram consideradas suspeitas, apesar de ainda não comprovar crimes. Para a investigação continuar, o Supremo precisa dar a chancela.
O empresário do ramo de transporte em Cuiabá, Andreson de Oliveira Gonçalves, trabalharia em conjunto com o advogado Roberto Zampieri em um esquema de venda e compra de sentenças. Zampieri identificaria clientes com interesse em ações judicias e Andreson de Oliveira faria a cooptação de servidores do Judiciário em Brasília.
O esquema seria uma replicagem dos crimes investigados em Mato Grosso que causaram o afastamento dos desembargadores do Tribunal de Justiça Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, em agosto passado.
Segundo a Veja, a ligação entre o advogado e o lobista foi identificada inicialmente via funcionários de segundo escalão em gabinetes do STJ. O aprofundamento das investigações restringiu as suspeitas aos gabinetes dos ministros Isabel Galloti, Og Fernandes, Nancy Andrighi e Paulo Moura Ribeiro.
O pedido feito ao STF teria saído de uma nova peneira na análise das informações, para separar casos com indícios de crimes concretos dos de bravatas de advogados.




