O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, relativizou as informações divulgadas até o momento do caso de suposta corrupção de membros do Judiciário com venda de sentenças.
“Nós estamos interessados no esclarecimento desses fatos. Nem tudo o que se divulga é verdadeiro, acho que é preciso ter muita cautela em relação a essas divulgações, é preciso muita reflexão em torno disso, isso vale para nós, autoridades judiciais, policiais e também para a imprensa”, disse.
A investigação do esquema de compra e venda de sentenças partiu do caso do assassinato do advogado Roberto Zampieri, em dezembro do ano passado em Cuiabá. Da análise de dados no telefone celular de Zampieri, a polícia chegou aos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho.
Os desembargadores são suspeitos de direcionar e/ou modificar as suas decisões judiciais para supostamente beneficiar clientes de Roberto Zampieri. O elo das negociações seria o empresário Andreson de Oliveira Gonçalves.
Segundo a Polícia Federal, ele faria os contatos entre pessoas interessadas em ações judiciais e membros do Judiciário supostamente dispostos a negociar decisões. Mais recentemente, a cadeia de informações sobre o suposto esquema chegou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), ao gabinete do ministro Paulo Moura Ribeiro.
Há algumas semanas, a Operação Ultima Ratio afastou 5 desembargadores do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, por suspeita de envolvimento no mesmo esquema. Os dados dessa operação fizeram surgir o nome do ministro Kássio Nunes Marques na investigação.




